08 de outubro, de 2020 | 08:00

Recursos são captados para a conclusão da reforma no CEC 7 de Outubro

Arquivo DA
Inaugurado, em 1991, o ginásio Ely Amâncio, do Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro aguarda reforma para que volte a ser usado pelos esportistas Inaugurado, em 1991, o ginásio Ely Amâncio, do Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro aguarda reforma para que volte a ser usado pelos esportistas
Por razões de segurança, o ginásio do Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro, no bairro Veneza, há muitos anos não pode receber grandes atividades esportivas. No momento em que há flexibilização para a retomada da prática de esportes coletivos, o espaço volta a ser demandado por pessoas que promovem eventos em variadas modalidades. Entretanto, falta a conclusão de obras importantes para que o ginásio, quadras e outros ambientes sejam novamente liberados.

Procurado pela reportagem do Diário do Aço, o governo municipal informou que é esperada para os próximos dias a publicação do edital de concorrência para a contratação da empresa que irá realizar a segunda etapa da reforma do ginásio.

Na terça-feira (6), véspera da data histórica (Massacre de Ipatinga) que motivou a denominação do complexo, o município firmou contrato para captação de recursos de R$ 800 mil junto à Caixa Econômica Federal, visando a realização das intervenções. O trabalho foi feito pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. O dinheiro virá do Ministério da Cidadania e foi pleiteado pela Administração de Ipatinga.

Desde que foi inaugurado, em 1991, com objetivo de socializar a prática de esporte no município, o ginásio Ely Amâncio, do Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro, nunca recebeu uma reforma de grande porte como essa agora prevista. Durante décadas, foram feitos apenas reparos pontuais em decorrência de estragos provocados pelas chuvas. Por estar localizado próximo ao ribeirão Ipanema, o espaço sofreu com uma série de inundações, ficando impedido inclusive, por questões de segurança, de ser usado para eventos onde há grande número de pessoas.

Reforma completa
A segunda fase de revitalização do 7 de Outubro compreende a reforma do ginásio Ely Amâncio, com capacidade para receber mais de 3.500 pessoas, recuperação completa das duas quadras ao lado, iluminação de Led em ambas, iluminação e adequações na área social e de acessibilidade, reforma das instalações de administração, recepção, banheiros e vestiários.

Conforme o secretário de Cultura, Esporte e Lazer do município, Carlos Oliveira, os recursos visam proporcionar uma estrutura completa ao espaço de convivência, práticas esportivas, artísticas e educacionais, devolvendo-lhe toda a funcionalidade do projeto original, inclusive possibilitando que o ginásio esteja habilitado para receber público dos mais diversos eventos. “Não é exagero dizer que a população de Ipatinga ‘respira’ o Centro Esportivo e Esportivo 7 de Outubro, que faz parte da história da cidade. Há muitos anos a intenção é voltar a fazer daquele ambiente um local de pertencimento da população de Ipatinga”, acrescentou.

AVCB
Construído há 29 anos, há mais de 15 o ginásio Ely Amâncio não é utilizado para eventos com grande público. Isto porque o espaço não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento oficial emitido pelo Corpo de Bombeiros onde se especifica que o local foi vistoriado e atende às normas de segurança contra incêndio e pânico, previstas na legislação e no PPCI (Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios).

“Então, temos a previsão de alcançar o AVCB com a reforma e nova adequação estrutural de pânico e incêndio que estão previstas no projeto”, finalizou Carlos Oliveira.

Abandono
A primeira etapa de revitalização do Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro, concluída em março deste ano, abrangeu todo o espaço anexo à escola de Educação Infantil que já funciona na unidade. Foram recuperados o campo de futebol, a pista de atletismo e, ainda, cinco galpões, abrindo espaço para que cerca de 900 alunos pratiquem esportes, dança e musicalização.

Em 2018, o Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro foi encontrado em total estado de abandono, com instalações depredadas e ocupado por mais de dez famílias, além de ser ponto de uso de crack. Portas foram arrancadas, vidraças quebradas, o pátio era usado como varal de roupas dos invasores e havia também muita sujeira nas instalações. À época foi feita a retirada das pessoas em situação de rua que estavam usando o local, sendo iniciada em seguida a reforma de parte da estrutura. Hoje, atualmente cerca de 1.200 alunos da Escola de Tempo Integral usufruem diariamente da área, usando inclusive o ginásio Ely Amâncio.
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