06 de outubro, de 2020 | 11:00
Operação da PF cumpre mandados de prisão por desvio de dinheiro da saúde em município mineiro
Envolvidos responderão por fraude em licitação com prejuízo à Fazenda Pública e podem cumprir até 10 anos de prisão
Reprodução de vídeo
HDs de computadores e documentos relativos às licitações fraudulentas foram recolhidos por força de mandado de busca e apreensão
HDs de computadores e documentos relativos às licitações fraudulentas foram recolhidos por força de mandado de busca e apreensão A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (6) a Operação Rasuras, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), para combater fraude à licitação no município de Fronteira dos Vales, em Minas Gerais.
Conforme nota divulgada pela PF, as investigações tiveram início em novembro de 2019, após a polícia receber Nota Técnica da CGU, apontando irregularidades na aplicação de recursos federais repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) daquele município.
Apurou-se que, dos cerca de 911 mil reais pagos às empresas fornecedoras contratadas por meio de Pregões Presenciais para aquisição de equipamentos e materiais permanentes destinados a ações e serviços de saúde para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 514 mil reais foram gastos em equipamentos que não foram localizados nas unidades de saúde beneficiadas 56,47% dos recursos federais não chegaram a seu destinatário final, a população de Fronteira dos Vales”, informa a notada PF.
A pedido da Polícia Federal, cinco mandados de busca e apreensão foram expedidos, quebra de sigilo bancário de sete empresas e de quatro pessoas físicas, além do bloqueio de valores da ordem de meio milhão de reais, expedidos pela Justiça Federal de Teófilo Otoni.
Um total de 12 Policiais Federais e 6 auditores da CGU cumpriram nessa terça-feira as ordens nos municípios, de Itaobim (dois mandados) e Fronteira dos Vales (três mandados).
Durante a deflagração, foram apreendidos documentos, mídias computacionais e telefones celulares.
Os envolvidos responderão por fraude em licitação com prejuízo à Fazenda Pública, podendo cumprir até 10 anos de prisão, se condenados.
Rasuras
O nome da operação faz alusão à origem dos recursos, viabilizados por meio de três emendas parlamentares que, em vez se mostrarem emendas ao orçamento público federal, revelaram-se rasuras.
Seguindo todos os protocolos de cuidados do Ministério da Saúde em face da pandemia do Covid-19, a Polícia Federal continua trabalhando. (Com informações da Delegacia Regional da Polícia Federal em Governador Valadares)
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