29 de setembro, de 2020 | 06:32

MPRJ conclui investigação sobre Flávio Bolsonaro e Queiroz por rachadinha

Reprodução Facebook
Eles são acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa pelo Ministério Público do Rio de JaneiroEles são acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa pelo Ministério Público do Rio de Janeiro
Texto com atualização para inserção de nota do MPRJ
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou, por meio de nota, que a denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o ex-assessor dele Fabrício Queiroz está pronta, mas ainda não foi formalizada. No momento em que a denúncia seria protocolada houve uma falha no sistema.

Em nota (veja a íntegra abaixo), o Ministério Público fluminense diz que, até o momento, não há denúncia ajuizada contra o senador nas investigações referentes a movimentações financeiras em seu gabinete no período em que era deputado estadual.

Ainda na nota, o Ministério Público afirma que o caso corre em sigilo e que a publicação de informações sem confirmação por parte da instituição atrapalha as investigações.

Conforme notícia publicada pelo jornal O Globo, o filho do presidente é apontado pelo MPRJ como líder da organização criminosa e o seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio como operador do esquema de corrupção que, segundo os promotores, funcionava no gabinete do então deputado estadual.

Nota do MPRJ:

“Em relação à matéria ‘Ministério Público denuncia Flávio Bolsonaro e Queiroz por ‘rachadinha’ na Alerj’, publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (28/9), o MPRJ, por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos (SUBCRIM/MPRJ), esclarece que, até o momento, não há denúncia ajuizada contra o atual senador Flávio Bolsonaro nas investigações referentes a movimentações financeiras em seu gabinete no período em que era deputado estadual.

A instituição lamenta e repudia a divulgação de notícias relacionadas a investigações sigilosas, sem qualquer embasamento ou informação oficial por parte do MPRJ, o que causa prejuízo à tramitação do procedimento e desinformação junto ao público”.


Entenda o caso

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o ex-assessor Fabrício Queiroz foram alvo de uma investigação que apurou o esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio, que consistia em recolhimento de parte de pagamento dos funcionários dos gabinetes, prática conhecida como "rachadinha".

Trata-se de uma prática em que parlamentares contratam assessores de gabinete com a combinação de que parte do dinheiro pago como salário com o dinheiro público é novamente recolhido pelo gabinete do político.

Por causa dessa prática, Flávio e Queiroz podem responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na denúncia do Ministério Público, o filho do presidente é apontado como líder da organização criminosa e Queiroz como o operador do esquema.

De acordo com a investigação, o senador, que na época era deputado estadual, usou, ao menos R$ 2,7 milhões do esquema das rachadinhas. Queiroz foi preso em junho deste ano na casa do ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo. Ele foi para prisão domiciliar após um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Comentários

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Carla Gomes

29 de setembro, 2020 | 06:48

“Família conservadora e honesta, fora corrupção, o gigante acordou, #acabouamamata #SQN.”

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