A polícia procura identificar os autores de um atentado ocorrido na noite de segunda-feira (21) na rua Paranaíba, no bairro Santa Terezinha, em Coronel Fabriciano. As vítimas são H.P.O., de 23, e G.S.M., de 20 anos, dois jovens que foram baleados e escaparam por muito pouco da morte.
H.P. foi preso por tráfico de drogas ilícitas pela Polícia Civil, mas colocado em liberdade dois dias depois por um juiz no plantão regionalizado do Judiciário.
As equipes da Polícia Militar foram informadas por volta das 21h sobre um indivíduo baleado no Santa Terezinha. Os policiais deslocaram para confirmar a informação e encontraram H.P. ferido na avenida Rubens Siqueira Maia. O resgate do Corpo de Bombeiros levou o ferido para o Hospital Dr. José Maria Morais (HJMM). Pouco depois do primeiro ferido, chegou ao hospital o segundo baleado.
H.P., que seria o alvo dos autores, foi atingido com tiros no braço e ombro, ambos no lado direito, além de um disparo de raspão na boca, conforme informaram os profissionais do hospital que atenderam as vítimas. Já o segundo ferido, G.S. sofreu um disparo no braço direito.
Aos policiais militares, os dois feridos negaram inicialmente que não se tratavam do mesmo atentado e que eles não se conheciam, além de não passarem qualquer informação sobre o ocorrido. Também não deram qualquer pista sobre quem seria os autores ou como aconteceu a tentativa de homicídio.
No local do crime os PMs apuraram que os dois suspeitos estavam em um carro e foram surpreendidos pelos autores em outro veículo, tipo um SUV com a roda estepe na traseira. Eles dispararam vários tiros contra as vítimas, que saíram correndo deixando o automóvel delas para trás. Porém, o veículo dos jovens feridos não foi localizado pelos policiais.
Tráfico de drogas ilícitasOs policiais militares suspeitam que o atentado tenha alguma ligação com o tráfico de drogas ilícitas. H.P. foi preso na última sexta-feira (18) em uma operação da Polícia Civil de Coronel Fabriciano. Na ocasião, os investigadores apreenderam cerca de seis quilos de maconha. Apesar do flagrante, H. ficou apenas dois dias na prisão e ganhou alvará de soltura concedido por um juiz de Direito que se encontrava no plantão regionalizado do judiciário no Vale do Aço.