18 de setembro, de 2020 | 14:17

Progressão à Onda Verde poderá permitir eventos em Ipatinga em dez dias

Emmanuel Franco/Arquivo
A tradicional Expo Usipa foi um dos muitos eventos que precisou ser adiado para 2021 A tradicional Expo Usipa foi um dos muitos eventos que precisou ser adiado para 2021

A Prefeitura de Ipatinga fez adesão ao programa estadual Minas Consciente no último 1º de setembro, com o munícipio sendo enquadrado na Onda Amarela, que permitiu a abertura em horário mais dilatado da maioria do comércio e de boa parte das empresas prestadoras de serviço. A realização de atividades artísticas, feiras, congressos, shows e espetáculos ainda está proibida na cidade, bem como o funcionamento de cinemas, casas de festas e bufês. No entanto, no próximo dia 29, essas atividades também poderão retornar após os dados epidemiológicos de Ipatinga serem submetidos a uma nova análise para que, assim, o município possa progredir para a Onda Verde, que é a etapa mais avançada do programa criado pelo Governo de Minas. As informações são Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços (Sindcomércio) do Vale do Aço.

O Minas Consciente prevê que as cidades só podem progredir para a Onda Verde após 28 dias cumprindo as regras elencadas na Onda Amarela. No entanto, para atingir a etapa mais avançada do programa, os dados epidemiológicos referentes à covid-19 precisam ser favoráveis.

“Precisamos aguardar, até o fim do mês, para saber qual será a decisão do Governo de Minas. Mas acreditamos que ela será positiva e Ipatinga poderá passar para a Onda Verde, uma vez que o município, conforme informações divulgadas na imprensa, já alcançou a marca de 96% de pessoas curadas da covid-19. Dos 8.217 pacientes confirmados com coronavírus na cidade, desde o início da pandemia, nada menos que 7.903 se apresentam curados até o dia 16 de setembro”, comemora José Maria Facundes, presidente do (Sindcomércio).

“Basicamente, quando Ipatinga passar por 28 dias na Onda Amarela, com base nos indicadores, o Comitê Extraordinário Covid-19 estadual vai analisar o possível avanço à Onda Verde. Sabemos que o retorno de shows, congressos e feiras, por exemplo, será importante para que a economia se recupere como um todo, ainda que gradualmente. Se um setor volta a estar movimentado, todos os outros ganharão com isso”, complementa o dirigente sindical.

Onda Verde

Na Onda Verde do Minas Consciente é previsto o retorno de atividades artísticas, como produção teatral, musical e de dança e circo. Feiras, congressos, exposições, filmagens de festas, casas de festas e bufês podem voltar, além de cinemas. Bares também podem retomar o entretenimento (shows e espetáculos).

Bruno Macedo
Diego Sales é músico e corretor imobiliário Diego Sales é músico e corretor imobiliário
Músicos falam sobre a expectativa de voltar a tocar

Emerson Leite, o “Tutu”, integra vários projetos musicais conhecidos pelo público que curte rock no Vale do Aço. Recentemente deu vida ao duo experimental Riff Kill e ainda está por trás de bandas como Don Ramon, Camaro e Santo de Casa. Desde o início da pandemia, ficou impedido de trabalhar como músico, embora, recentemente, tenha voltado a tocar esporadicamente em bares de Coronel Fabriciano. “A minha expectativa e a dos músicos com os quais trabalho é de que esta pandemia esteja realmente passando e tudo volte ao normal em breve, principalmente em Ipatinga, onde estão os principais lugares para tocar”, relata Tutu, contando que a pandemia o fez se reinventar profissionalmente. “Agora, além do trabalho com as minhas bandas, também estou gerenciando uma pequena empresa que produz biscoitos, geleias e outros alimentos naturais e na linha ‘fit’”, revela.

Por sua vez, Diego Sales, corretor imobiliário e guitarrista em grupos musicais como Capital Urbana, Aerojovi, The Scouts, Cartolas e Hitmakers, afirma que embora esteja impedido de tocar na noite do Vale do Aço, o outro segmento em que atua sobreviveu bem aos impactos financeiros gerados pela pandemia. “Os rendimentos da maioria das aplicações, antes mesmo da covid-19, vêm caíndo bruscamente, o que fez com que algumas pessoas redirecionassem os seus recursos. Então, quem tinha dinheiro no Tesouro e em FGTS, por exemplo, resolveu investir em imóveis por conta de maior rentabilidade e segurança”, revela, para complementar: “Agora, esperamos que casas de shows e bares também possam voltar contratar para que os músicos do Vale do Aço recuperem o tempo perdido”.

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Comentários

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Anônimo

18 de setembro, 2020 | 19:35

“Abre tudo. Só não abre as escolas e as creches. E as mães que precisam trabalhar? Como ficam? Mais uma prova de que a educação não é prioridade.”

Ronaldo Costa Torres

18 de setembro, 2020 | 17:26

“Será que as escolas ñ vão aderir a onda verde ou o que será do futuro da nossas crianças...”

Boa Tarde

18 de setembro, 2020 | 16:31

“Podera ter eventos? Sera que a pandemia acabou ou e jogo politico.todos os dias dezenas de pessoa e infectado na regiao ainda fala em eventos.”

Gildázio Garcia Vitor

18 de setembro, 2020 | 15:22

“E as escolas, que estão fechadas desde 18/3, ou seja, há seis meses, quando poderão retornar com as atividades presenciais? Até parece que Educação não faz parte das atividades consideradas prioridades pelos governantes deste nosso Brasil, cada vez mais miserável e desigual. Às vezes sou obrigado a concordar, em parte, com alguns disparates proferidos pelo Presidente Bolsonaro.”

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