Usiminas reforça o monitoramento ambiental da Usina de Ipatinga

Elvira Nascimento


Heltom Muzzi, Miguel Homes, Sergio Leite, Rafael Pureza, Kohei Kimura e Lucas Mesquita durante a abertura oficial da Central de Monitoramento Ambiental da Usina de Ipatinga

A Usiminas iniciou oficialmente na terça-feira (15) as operações integradas da Central de Monitoramento Ambiental da Usina de Ipatinga. A nova sala reúne, em um mesmo local, o acompanhamento das emissões atmosféricas advindas do processo produtivo e também os resultados aferidos pelas redes de monitoramento de qualidade do ar e partículas sedimentáveis mantidas pela empresa em diferentes pontos de Ipatinga e da Usina. A data marcou, também, o início do funcionamento da Rede Automática de Monitoramento de Particulados (Ramp), que acompanha cada um dos pontos de emissão potencial da Usina.

Para marcar a inauguração dos novos equipamentos, o presidente da Usiminas, Sergio Leite, e o diretor da Usina, Heltom Muzzi, receberam o promotor titular da 9ª Promotoria de Meio Ambiente de Ipatinga, Rafael Pureza. Além de conhecer a sala e a Ramp, o promotor também realizou uma visita pela Usina para acompanhar o funcionamento de outras ferramentas de controle ambiental adotadas, como os canhões de névoa, os lavadores de pneus e a aplicação de polímeros sobre as pilhas de matérias primas. Essas ações visam reduzir o desprendimento e carreamento de partículas de poeira para fora dos limites da Usina.

Visão completa

A Central de Monitoramento Ambiental conta com uma equipe dedicada, dividida em turnos de trabalhos, para que haja o acompanhamento 24 horas por dia, sete dias por semana. No local, será feito o monitoramento contínuo das chaminés da usina de Ipatinga e a checagem de toda a unidade com o apoio de mais de 30 câmeras e dos dados coletados pela nova rede interna. Em caso de ocorrências fora da normalidade, os profissionais poderão adotar ações imediatas para corrigir e dar encaminhamento à situação. Também será possível acompanhar, em tempo real, o monitoramento da qualidade do ar de Ipatinga, as condições meteorológicas e a deposição de partículas sedimentáveis na cidade.

Já a Rede Automática de Monitoramento de Particulados (Ramp) é composta por 31 pontos de captação de dados instalados no entorno do Pátio de Carvão, Coquerias, Sinterização, Altos-Fornos e Aciaria que permitirão identificar as fontes das principais emissões na planta. A maior parte dos equipamentos é alimentada por energia fotovoltaica e os dados gerados são enviados on-line para o sistema de gestão.

A Usiminas informa que é a primeira empresa brasileira a instalar, de forma proativa, o sistema de ponta para monitorar as emissões difusas de material particulado, ação em sintonia com os objetivos sustentáveis das operações na Usina de Ipatinga.

O presidente da companhia, Sergio Leite, destaca que as iniciativas são mais um avanço da Usiminas na construção contínua da sustentabilidade da companhia. “A Usiminas está empenhada nesse tema e no compromisso assumido com a comunidade de Ipatinga e com o Ministério Público no final do ano passado, cumprindo o que foi acordado e indo além, com a implantação de medidas adicionais. Somos uma das empresas pioneiras no Brasil a adotar um sistema inovador na tecnologia integrada e customizada de monitoramento atmosférico, reunindo dados de diversas origens e permitindo um controle ainda mais preciso das nossas operações”, afirma Leite.

Ação continuada

O cuidado com o meio ambiente marca as operações da Usiminas desde sua fundação. A preocupação com a arborização urbana de Ipatinga, a recuperação de áreas de mata ciliar e a revegetação do local onde fica o Viveiro de Mudas da companhia são exemplos de ações iniciadas há várias décadas.

Ao longo dos anos, os processos produtivos foram evoluindo e diferentes ferramentas de controle ambiental foram sendo adotadas na Usina de Ipatinga. De modo a avançar, ainda mais, na redução dos impactos, a Usiminas buscou novas soluções já em funcionamento na Usina. Além dos canhões de névoa, polímeros e lavadores de pneus, está sendo realizada uma grande revitalização do cinturão verde ao redor da Usina, com o plantio de árvores adultas. Também foram realizadas melhorias nas áreas produtivas, como o fechamento da sinterização e de correias transportadoras, o reforço da umectação de vias, a adoção da varrição mecanizada e a modernização de equipamentos como filtros de manga e precipitadores eletrostáticos em pontos chave da planta.
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Comentários

Wilson Anselmo Filho 19 de setembro, 2020 | 22:20
Já tem muitas décadas que falam em acabar com a poluição, mas ate hoje nada foi feito.
João André Marques 17 de setembro, 2020 | 09:01
A central de monitoramento conseguirá reduzir as emissões de pó preto de que forma?
Como está central poderá reduzir as emissões das chaminés, pátios de minério, pátio de escória, etc
José Maria 16 de setembro, 2020 | 17:07
Para implantação do sistema de monitoramento, tem que haver a participação da população na indicação dos pontos. Isto, para não haver o que está acontecendo em Timóteo/MG. Empresa APERAM, instalou todos o pontes de monitoramento em Hospitais/Postos de saúde e Escolas. Deixando os locais onde de fato a poeira ocorre, sem monitoramento. Sistema somente as normas e leis no papel. Além das normas de certificações ambiental: ISO14001 E 18001. Mas, a população continua desguarnecida refém dessas irregularidades. Lavando e limpando piso todo dia. Com desgaste físico e mental, além da perda de saúde. Grande gasto com água, enquanto o mundo recomenda o racionamento.
Joanas 16 de setembro, 2020 | 16:50
E uma boa iniciativa que vai ajudar muito a qualidade de vida aqui.esperamos que outras,empresas tambem tome este caminho.

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