Bolsonaro anuncia manutenção do Bolsa Família

Marcos Corrêa/PR/Divulgação


O presidente Jair Bolsonaro já havia feito críticas públicas aos planos do Renda Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã dessa terça-feira (15), que no seu governo está proibido de falar sobre Renda Brasil e que o Executivo vai continuar com o programa Bolsa Família.

"Para encerrar: até 2022, o meu governo está proibido falar a palavra (sic) Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final", afirmou.

A declaração foi dada em vídeo publicado nos perfis dele nas redes sociais. O presidente tratou do assunto para rebater o noticiário que apontava que o Ministério da Economia estudava desvincular do reajuste do salário mínimo a benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, e até mesmo congelá-los por dois anos para direcionar o dinheiro para o Renda Brasil.

Esse projeto seria uma reformulação do programa Bolsa Família, criado na gestão do ex-presidente Lula (PT).

Visivelmente irritado, Bolsonaro afirmou que alguém da equipe econômica pode ter falado sobre essa possibilidade, mas que por parte do governo federal “jamais” iria se congelar salário de aposentados ou reduzir auxílio para pessoas com deficiência para “qualquer coisa que seja”. Essa possibilidade foi ventilada pelo secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, em entrevista à imprensa.

“Eu já disse, há algumas semanas, que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, por ventura, vier propor uma medida como essa, eu só posso dar cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem o mínimo de coração e de entendimento de como vivem os aposentados do país”, disparou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi convocado de última hora, nesta terça-feira (15), para reunião no Palácio do Planalto. Não é de hoje que a equipe econômica e o presidente Jair Bolsonaro têm travado diversos confrontos sobre esse e outros assuntos, como o perdão de dívidas tributárias para igrejas. O projeto Renda Brasil deveria ter sido lançado no último mês, mas foi adiado por conta de divergências sobre onde deveriam ter cortes no governo federal para subsidiar o novo programa.

Fala do presidente na íntegra:

“Eu já disse, há algumas semanas, que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, por ventura, vier propor uma medida como essa, eu só posso dar cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem o mínimo de coração e de entendimento de como vivem os aposentados do país”.

“De onde veio isso? Pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre isso. Mas, por parte do governo, jamais vamos congelar salário de aposentado, jamais vamos fazer com que o auxílio para idosos e para pessoas com deficiência seja reduzido para qualquer coisa que seja. E, última coisa, para encerrar: até 2022, o meu governo está proibido falar a palavra (sic) Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”.

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Comentários

Zé das Couves 17 de setembro, 2020 | 00:31
Com esse tanto de assistencialismo, quero é só ver como vão conter a inflação. Não existe almoço grátis, o melhor programa social que existe e sempre existiu chama-se trabalho.
Carlos Roberto 15 de setembro, 2020 | 14:28
No poder da fé, o "milagre do poder" é hoje uma verdade incontestável. A eleição de Bolsonaro veio provar que o MILAGRE DO PODER é infinitamente superior ao poder da fé, aliás, a fé no meio evangélico é apenas uma farsa bem estruturada para enganar as multidões. Não me refiro aquela fé dos primeiros cristãos. A regra estabelecida por este segmento é: "dai a pastores o que é de Deus, e a políticos o que a igreja". A teologia da politicagem faz o fiel encarar Deus como um office-boy?, um cumpridor de ordens ou um garoto de recados de boca de urna. O segmento estabeleceu a regra onde templo é voto, membros é dinheiro, pastores são cabos eleitorais. A farra dos evangélicos com Bolsonaro é um carnaval de fantasias religiosas das mais imorais, dignas da Sapucaí evangélica, tem alas para todos os gostos, a maior é a da "Falta de Conhecimento da Bíblia", esta, arrasta multidões pelo Brasil. Deus é o caminho, Bolsonaro é o pedágio construído estrategicamente pelas denominações para conduzir o pecador ao pecado da imoralidade religiosa.

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