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Campanha de prevenção ao suicídio é adotada por unidades de saúde
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Timóteo abordaram a Prevenção ao Suicídio com mensagens de esperança e otimismo, como parte das ações do Setembro Amarelo. Cartazes preparados pelos agentes de saúde e enfermeiros estimulam a pessoa a pedir ajuda. “Você não está sozinho”, descreve um deles.
A psicóloga Flaviane Cristina Souza, que trabalha com Terapia Cognitivo Comportamental, alerta para os pedidos de socorro que uma pessoa pode apresentar e, muitas vezes, passam despercebidos pelos familiares e amigos. As queixas do paciente podem ser menosprezadas e subestimadas quando tornam-se recorrentes.
“É preciso estar alerta para manifestações do tipo: eu preferia estar morto ou ainda, sou um perdedor e um peso para os outros; eu queria dormir e nunca mais acordar. Pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida podem ser insuportáveis para quem os têm e são muito doloridos. Compreender a dor do outro não é fácil”, explica a psicóloga.
Ela lembra que existem outros sinais como perda de interesse por tarefas comuns, irritabilidade, sentimento de estar sufocado e aumento do uso de álcool e drogas. “A agressividade, o isolamento da família, o sono exagerado ou dormir pouco também são sinais que precisam ser levados em consideração pelos familiares e amigos. Sentimentos de menos valia, falta de confiança em si mesmo, falta de concentração, distúrbios do apetite e perda de esperança no futuro são sintomas de depressão”, acrescenta Flaviane.
Para a terapeuta, o mais importante nestes momentos é não julgar a pessoa e não achar que é besteira. “Não dê sermão. Escute a pessoa sem menosprezar seus sentimentos. Converse de forma direta e estimule a pessoa a aceitar ajuda de um profissional. Não só adultos, mas crianças também cometem suicídio. Qualquer gesto de auto violência, em qualquer idade, deve ser considerado com seriedade”, completa Flaviane.