Supermercados passam a limitar quantidade de alimentos por cliente

Associação de supermercados pede que as pessoas não comprem alimentos para estocar, pois isso faz subir ainda mais os preços

Alex Ferreira


Arroz custa entre R$ 22 e R$ 40 o pacote de cinco quilos em supermercado de Ipatinga

Com o aumento de preços de produtos, como arroz, óleo de soja, feijão, carnes e leite, alguns supermercados começaram a limitar a quantidade de unidades que cada cliente pode levar. A prática foi verificada pela reportagem do Diário do Aço na maioria dos supermercados na região.

Em nota enviada à redação nessa sexta-feira, a Associação Mineira de Supermercados (AMIS), confirma que o cenário tem “preocupado enormemente o setor supermercadista”.

A AMIS alerta que o comportamento do consumidor é fundamental neste momento. “Uma demanda desnecessária só prejudica os estoques e a política de preços das empresas”.

A direção da AMIS alega que o supermercado é a ponta final depois de uma longa cadeia de produção e logística e, pelo contado direto com o consumidor, é a que mais sofre o impacto do aumento de preços, situação que, segundo a entidade, não é iniciativa do setor supermercadista.
Débora Anício


Em outro supermercado o limite é de 5 pacotes por pessoa

“Por ter esse contato direto com o consumidor final, o setor é apontado, equivocadamente, como responsável pelo aumento nos preços. Mas os supermercados não têm aumentado seus lucros. Pelo contrário, as margens estão cada vez mais apertadas, sobretudo, nos itens de cesta básica”, afirma a nota da AMIS.

Conforme a entidade, como representante do setor supermercadista em Minas Gerais, e na busca pelo atendimento ao consumidor com preços justos, a Associação Mineira de Supermercados tenta conter os aumentos de preços, que vêm de cima.

Conforme a AMIS, como uma das medidas, na quinta-feira (10), encaminhou ofício ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pedindo o retorno da redução da base de cálculo do óleo de cozinha adquirido fora de Minas Gerais. A medida visa a permitir maior concorrência entre as indústrias e, logo, à redução do preço.

A AMIS informa que o decreto número 47.458, em vigor desde o dia 1º de setembro de 2018, alterou a base de cálculo do imposto para as indústrias estabelecidas fora do Estado, o que prejudica os consumidores mineiros. A alíquota do ICMS/MG passou de 7% para 18%, para indústrias de outros estados, elevando, sobremaneira, os custos do produto. Só para citar um exemplo, no óleo de soja, a mudança representa no final um aumento no ICMS a recolher de 1,05% para 10,21%.

“A AMIS considera que os atuais desafios de aumentos de preços e o cenário relacionado à pandemia do novo coronavírus exigem esforços de fornecedores, supermercadistas e dos governos para garantir à população o menor preço possível, especialmente de produtos da cesta básica”, enfatiza.

O pedido da AMIS é para que o comércio supermercadista mineiro possa adquirir o óleo de outros estados com a mesma tributação daquele produzido em Minas Gerais, aumentando, assim, a concorrência. “Como está, os supermercados mineiros se veem praticamente obrigados a comprar apenas das indústrias estabelecidas em Minas Gerais. Aberta a possibilidade de aquisição dos produtos de outros estados, a tendência é que os preços caiam com essa concorrência maior”, esclarece.

Em âmbito nacional, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), com a participação da AMIS e das outras 26 associações estaduais do setor, também vem negociando com o Governo Federal tentando conter esses aumentos dos preços. Um exemplo disso é a redução a zero, até o final deste ano, da taxa de importação do arroz anunciada ontem, depois de reunião com diretores da ABRAS.
Alex Ferreira


Associação de Supermercados alertam que comprar além do necessário só faz aumentar os preços


Já publicado:
Governo define critérios para cota de importação de arroz

Produtos limitados por clientes

Quanto à limitação de produtos por clientes, a AMIS esclarece que se trata de uma prática legal, que visa a assegurar a todos os consumidores, especialmente os de menor renda, o acesso a esses itens básicos. No entanto, não se trata de uma orientação da entidade, mas de cada empresa de forma individual para melhor atender o cliente.

“Como vem sendo amplamente divulgado pela imprensa, o aumento das exportações e a diminuição das importações de itens da cesta básica, motivado pela valorização do dólar frente ao real, somado ao crescimento da demanda, são os principais fatores que provocaram a redução da oferta no mercado interno”.

Débora Anício

Limite do óleo por pessoa
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Comentários

Natal 12 de setembro, 2020 | 08:24
....agora é que o arroz vai aumentar mais ainda para o pobre .
.... o governador zema, anunciou uma ajuda emergencial de r$ 39 .
.... já pensou .! O pobre com r$39 no bolso dentro do supermercado Coelho diniz , no Bretas, duvale e outros mais.
.... vai arrasar , encher o carrinho.
.... haja paciência mesmo.!
Wilson Messias 11 de setembro, 2020 | 22:44
Gozado,com esse presidente que esta pouco se lixando pros pobres,qualquer aumento que surge,vao culpar o governo do pt,ou é esse governo que é incompetente,junto com um ministro pior ainda
Duarte 11 de setembro, 2020 | 18:18
Sério esse comentário de Bolsominion?

A culpa da alta de preços é do PT?

JUMENTO DO INFERNO, O PT tá fora do comando do país fazem mais de 4 ANOS !

Assuma a incompetência do seu presidente de merda !
Paulo Luiz Martins 11 de setembro, 2020 | 18:18
Vou-me embora para Venezuela ou Cuba, lá tenho o arroz que quero, na mesa que escolherei.
Segundo o UOL os dois países acima compraram todo o estoque de arroz!
Pode Freud?
É a tal Venezuelização que se falava nos tempos de Dilma?
Anti17 11 de setembro, 2020 | 12:15
Faz me rir!!! No valor que o arroz e o óleo estão, quem vai comprar 20 ou 40 unidades?
Acabei me esquecendo, o empresário pode comprar, pois quem tá pagando a conta é o pobre!!!
Mais isto foi necessário por causa do rombo que o PT deixou!!!

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