Solução para impasse do Hospital Vital Brazil deverá ser resolvida por via judicial

Arquivo DA


Uma alternativa é manter o cumprimento do contrato da atual gestora até o fim da pandemia ou até que uma transição seja realizada

Diante do impasse do Hospital e Maternidade Vital Brazil (HMVB), que poderá fechar as portas caso uma nova gestora não seja definida nas próximas horas, soluções são buscadas para que o atendimento médico seja mantido na unidade, assim como o emprego dos trabalhadores da entidade. Uma das alternativas é tentar manter o cumprimento do contrato da gestão atual, com a São Camilo, por via judicial.

Em nota enviada ao Diário do Aço, a administração de Timóteo explicou que existe um contrato de comodato de imóvel entre a Aperam South America e a Sociedade Beneficente São Camilo (mantenedora do Hospital Vital Brazil) que se encerra nesta quinta-feira (10). Contudo, a Justiça suspendeu a entrada de uma nova mantenedora, que seria o Hospital Vera Cruz.

Via judicial

Ainda conforme a administração de Timóteo, o contrato entre a São Camilo e o governo do Estado foi renovado em dezembro de 2019 (por 48 meses), este não foi rescindido e continua em vigor. “Diante da determinação da Justiça e desse impasse, a administração municipal e o governo do Estado estão trabalhando em conjunto para, judicialmente, manter o cumprimento deste contrato, no mínimo até o fim da pandemia ou até que uma transição seja realizada sem prejudicar a comunidade e os funcionários da instituição”, afirmou a nota.

Nesta terça-feira (8), o prefeito de Timóteo, Douglas Willkys, esteve na Secretaria de Estado de Saúde, em Belo Horizonte, para acompanhar os encaminhamentos sobre o assunto. O resultado da reunião ainda será divulgado pelo prefeito.

Trabalhadores

Em nota, o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindess), Aguiar dos Santos, demonstrou preocupação com a situação dos empregados no Hospital Vital Brazil. “Incerteza, angústia e medo assolam a todos nós, os trabalhadores, que é um total de 430 e que terão seus contratos rescindidos já com aviso prévio em curso, sendo que em sua maioria são esposas, mães e responsáveis pelo sustento da família. Vem o Sindees requerer do Conselho Municipal de Saúde que faça junto ao secretário de saúde pedido de providências urgentes para que possa ser evitada uma possível calamidade pública e, consequentemente, o agravamento do caos social na saúde da Região Metropolitana do Vale do Aço”, afirmou.

Respostas

Em nota enviada ao Diário do Aço, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que, “neste momento, a situação do Hospital e Maternidade Vital Brazil encontra-se em análise e a definição deve ser anunciada nos próximos dias”.

Já a assessoria de Comunicação da Aperam respondeu que “a Aperam seguirá não se manifestando sobre o assunto por hora”. A assessoria da Sociedade Beneficente São Camilo não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Entenda

No dia 5 de junho passado foi anunciado pelo presidente da Aperam, Frederico Ayres, que o Hospital Vera Cruz seria o novo mantenedor do Hospital Vital Brazil, no lugar da São Camilo. Entretanto, uma reviravolta ocorreu no fim do mês de agosto, quando o juiz de Direito da 2ª Vara Civel da Comarca de Timóteo, Maycon Jésus Barcelos, acatou uma ação movida pelo Ministério Público e suspendeu o contrato entre Aperam e o Hospital Vera Cruz.

Na ação, o Ministério Público sustentou que não foi preservado o atendimento público da população local pelo SUS. Na prática, falta um convênio entre a nova mantenedora e o Governo do Estado de Minas Gerais, sem o qual, seria impossível o atendimento via SUS. Desde então, segue o impasse envolvendo o Hospital Vital Brazil.

Já publicado

Governo timoteense busca solução consensual sobre transição do HMVB
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Gal 09 de setembro, 2020 | 16:36
Essa transição deveria estar acontecendo como foi definido pela Aperam é o Vera Cruz. Agora sim,depois dessa suspensão que virou uma bagunça, interesse político, pois o hospital já não estava atendendo o Sus a muito tempo. Os médicos já não recebem a muitos anos,por isso a São Camilo está indo embora,e eles ainda querem obriga -los a ficar. É ainda usa o nome dos funcionários p/ justificar a bagunça, agora sim que estão todos desassistidos.

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO