31 de agosto, de 2020 | 11:32

Dançar para vencer a pandemia

Sesc São Paulo mostra solos de Eliana de Santana e Fragmento Urbano

A programação da série Dança #EmCasaComSesc mostra novos trabalhos todas as terças e quintas-feiras, às 21h30, no canal do YouTube do Sesc São Paulo e no perfil do Sesc Ao Vivo no Instagram, com uma apresentação ao vivo de dança direto da casa do artista.

Hernandes Oliveira/Divulgação/ACS SescSP
"Agnes & Alice" passa pela presença do feminino, o vazio e o desnudamento
Nesta terça-feira (1), Eliana de Santana vai apresentar o solo "Agnes & Alice", onde a busca pelo esvaziar-se resulta na construção de um corpo-espaço traduzido como permanência, com temáticas que passam pela presença do feminino, do vazio e do desnudamento.

A obra faz referência à pintora Agnes Martin (1912-2004) e à pianista e compositora Alice Coltrane (1937-2007), duas artistas que escolheram o recolhimento e a busca interior para trabalhar em suas respectivas obras, escolha que hoje se mostra, de alguma maneira, em sintonia com o momento de isolamento social.

Eliana de Santana é intérprete e coreógrafa e atualmente dirige a E² Cia de Teatro e Dança, onde mantém parceria com vários artistas da cena contemporânea paulistana.

Divulgação/ACS SescSP
Grupo Fragmento Urbano vai desdobrar Grupo Fragmento Urbano vai desdobrar "Na pressão" e "Balada Manifesto"
Na quinta-feira (3), Douglas Iesus e Anelise Mayumi, do grupo Fragmento Urbano, vão mostrar "Espaço Seguro para Ficar em Risco", uma performance criada a partir do desdobramento de dois trabalhos anteriores: "Na pressão" e "Balada Manifesto".

Movidos pelos questionamentos levantados pelo que seria o "novo normal" nas periferias, os artistas se perguntam quais danças reinventar para nos manter vivos e como dançar em casa pode ser um privilégio para alguns ou alternativa para outros. Em cena são utilizados sacos transparentes para elaborar a poética e estética visual das pressões diárias.

O grupo Fragmento Urbano nasceu em 2009, brotando da inquietude de jovens da periferia da Zona Leste de São Paulo, cujo ponto de interesse comum era a criação de espetáculos a partir das linguagens de Funk Styles, do Hip Hop e da intervenção urbana.

Compreendendo a dança como um campo de pesquisa amplo e profundo, as pesquisas para criação se concentram na investigação de uma corporeidade periférica, afro-diaspórica, ameríndia, plural e potente.


A ação #EmCasaComSesc proporciona o encontro do público com artistas de diversas linguagens e estilos, em ambiente digital. As transmissões ao vivo são feitas direto da casa do artista ou do atleta convidado, com conteúdos voltados à música, teatro, dança, circo, contação de histórias e esportes.

Parte das atividades estão disponíveis no canal da instituição no YouTube: http://www.youtube.com/sescsp. Saiba mais em Sesc Digital.
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