18 de agosto, de 2020 | 13:33

Semana do Folclore no Memorial Vale

Quilombo dos Arturos e Festival de Jequitibá estão no centro das atenções

Tiago Santos/Nacip Gomez/Divulgação/ACS Vale
A Dança das Fitas, uma das atrações do Festival de JequitibaA Dança das Fitas, uma das atrações do Festival de Jequitiba
Para celebrar o Dia do Patrimônio Histórico (17 de agosto) e o Mês do Folclore, a semana do #MemorialValeEmCasa traz o Festival de Folclore de Jequitibá, cidade da região central de Minas que ganhou o título de “Capital Mineira do Folclore”.

Através de vídeos o Memorial Vale vai mostrar, a cada dia, sempre às 11h, tradições culturais como Congado, Folia de Reis, Folia do Divino, Fim de Capina, Pastorinhas, Encomendação das Almas, Fileira Sagrada e Dança do Tear.

Outra atração será um bate-papo com a comunidade do Quilombo dos Arturos, importante centro congadeiro de Contagem, cidade vizinha a Belo Horizonte. No domingo, o projeto Escutar a Infância trará dicas de como entreter e educar as crianças através da música e das manifestações culturais.

Nesta terça-feira (18) haverá o webinário “Conversas sobre Perguntas”, com o físico e astrônomo Marcelo Gleiser, pelo YouTube da Casa Fiat de Cultura, evento gratuito, com transmissão simultânea em Libras. A curadoria e investimento desse evento, com importantes pensadores da atualidade, são da Casa Fiat de Cultura, CCBB, Memorial Minas Gerais Vale e MM Gerdau. A conversa é mediada pela jornalista Daniella Zupo.

Os Arturos
Na sexta-feira (21), às 16h, o Memorial Vale, no projeto Diversidade Periférica, terá Jorge Antônio dos Santos, do Quilombo dos Arturos, para um bate-papo sobre o Quilombo e suas tradições.

Tiago Santos/Nacip Gomez/Divulgação/ACS Vale
Os Filhos de Zambi, um grupo de dança da comunidade ArturosOs Filhos de Zambi, um grupo de dança da comunidade Arturos
A origem da comunidade dos Arturos é ligada à história do negro Artur Camilo Silvério, filho de escravo, nascido por volta de 1885, cujo nome tornou-se autodenominação de seus descendentes, que foram criados unidos em torno da família, da terra e da fé em Nossa Senhora do Rosário.

O grupo familiar habita uma propriedade particular situada no município de Contagem (MG), mantendo viva a memória de seus ancestrais e preservando os ensinamentos recebidos.

Assim, a comunidade mantém importantes tradições da cultura negra brasileira, transmitidas de pai para filho, desde aspectos da culinária e do cultivo da terra até a organização da vida comunitária. O modo de ser dos Arturos se expressa fundamentalmente nas manifestações artístico-culturais e celebrações do sagrado que o grupo preserva e recria.

Destacam-se o Batuque, a Festa da Capina denominada “João do Mato”, a Folia de Reis, a Festa da Abolição da Escravatura e, em especial, o Reinado de Nossa Senhora do Rosário, manifestação muito difundida em Minas Gerais e popularmente conhecida como Congado.

São as festas religiosas que fazem do grupo um universo à parte, quando os Arturos se transmutam em filhos do Rosário.

O evento integra o programa Diversidade Periférica, que, com a curadoria de Patrícia Alencar, traz ao Memorial Minas Gerais Vale uma programação artística-cultural com conteúdos que mergulham na trajetória ancestral dos becos e vielas do espaço de saber chamado Favela, e também das comunidades de periferia de Belo Horizonte e vizinhanças.

Festival de Jequitibá
No sábado (22), às 11h, começa o Festival de Folclore de Jequitibá, que segue até a semana seguinte. Todos os dias, no mesmo horário, serão exibidos vídeos de atrações do Festival, que chega à 32°edição.

Tiago Santos/Nacip Gomez/Divulgação/ACS Vale
Os congadeiros e seus vistosos chapéus se apresentam em JequitibáOs congadeiros e seus vistosos chapéus se apresentam em Jequitibá
O primeiro vídeo trará um panorama do que é o festival, com cenas das festividades de outras edições e relatos de mestres de cada tradição contando as histórias do que foi o festival até aqui.

Jequitibá, município da região central de Minas, próximo a Sete Lagoas, é considerada a Capital Mineira do Folclore. Devido à pandemia, este ano a programação será realizada de forma virtual.

Em parceria com o Memorial Vale, será possível mostrar a beleza das manifestações culturais da festa, cuja primeira edição aconteceu na casa do Sr. Geraldo Inocêncio de Souza, em 1986, quando ele convidou grupos de folclore da cidade para um encontro na sua residência.

Nos anos seguintes o evento ganhou proporções e se tornou um festival, tornando-se uma vitrine das manifestações culturais do Estado de Minas Gerais. Em 1991, Jequitibá ganhou o título de Capital Mineira do Folclore. O Festival também é um momento para encontro e celebração de todos os grupos, além da preservação e difusão da cultura do Estado.

O evento foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Município de Jequitibá. Entre os destaques estão as apresentações de Congado, Folia de Reis, Folia do Divino, Pastorinhas, Fim de Capina, Encomendação das Almas, Fileira Sagrada e Dança do Tear, além de apresentações musicais.

Escutar a Infância
No domingo 23, às 10h, o Memorial Vale exibe o segundo vídeo do “Projeto Escutar a Infância”, trabalho da psicóloga Clarissa Sodano, especialista em Teoria Psicanalítica pela UFMG, com reflexões para pais e cuidadores de crianças de até três anos, para promover o interesse por desenvolver a estimulação sensorial e musical em seus filhos.

A profissional busca estimular nas famílias e/ou grupos de cuidado a prática do canto e outras formas de performance musical que envolvam aspectos do folclore compartilhado em cada grupo. Entre os objetivos está oferecer aos espectadores modelos de interação musical que possam ser aplicados no ambiente doméstico.

Memorial Vale na web:
http://www.memorialvale.com.br
https://www.facebook.com/memorialvale
https://www.instagram.com/memorial.vale
https://www.youtube.com/user/memorialvale
www.memorialvale.com.br/visite/visita-virtual/

Hashtags usadas nas postagens do Memorial Vale na quarentena:
#MemorialValeEmCasa
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