18 de agosto, de 2020 | 10:00
Impasse no pagamento de rodoviários caminha para acerto
Presidente em exercício do Sinttrocel afirma que problema foi detectado e deve ser resolvido
Wôlmer Ezequiel
No início do mês, motoristas e cobradores paralisaram os trabalhos por causa de atraso salarial
No início do mês, motoristas e cobradores paralisaram os trabalhos por causa de atraso salarialApós uma paralisação de advertência no transporte de passageiros em Coronel Fabriciano e da possibilidade de uma nova interrupção no serviço, dessa vez, em todo o Vale do Aço, o imbróglio envolvendo o pagamento dos rodoviários parece ter um desfecho positivo. A informação é do presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel), José Antônio da Cruz. Ele confirmou, na tarde desta segunda-feira (17), que o depósito do salário pendente deve ser feito nesta terça-feira (18).
No dia 4, uma paralisação de duas horas foi registrada no município, quando motoristas e cobradores protestaram. Os trabalhadores do setor em Coronel Fabriciano não estariam recebendo a parte do salário paga pelo Governo Federal, no contexto da Medida Provisória Emergencial 936. Por essa MP, as empresas do setor de transporte de passageiros têm três possibilidades: reduzir os salários e a jornada em 25%, 50% ou 70%. Em cada uma dessas opções a empresa paga uma parte dos salários dos trabalhadores e o governo a outra.
Conforme divulgado pelo sindicato, os pagamentos dos meses de junho e julho não estariam em dia, da parte do governo, situação que o Sinttroccel creditou a um erro da Saritur. José Antônio pontua que a diretoria do sindicato desconfiava que o erro havia partido da empresa, o que, segundo ele, foi constatado. O presidente informou que no dia 3 de abril, tão logo veio a medida provisória dando o direito de reduzir o salário dos funcionários, a empresa aderiu e reduziu em 70% a carga horária dos trabalhadores.
Já no dia 1º de maio, alterou a modalidade de 70% para 50%, o que não há nenhum impedimento legal, porém, o ajuste deveria ter ocorrido no mês de maio. Se a empresa mudasse a modalidade no dia 3 de maio, nada disso teria acontecido, haja vista que com o procedimento da Saritur o governo pagou dois dias a mais, com redução de 70%, ocasionando o bloqueio das demais parcelas. O êxito na solução das pendências só ocorreu após a paralisação de duas horas e ameaça de nova interrupção no serviço”, disse José Antônio.
Detectado o problema administrativo, o pagamento está programado para esta terça-feira (18). Agora a própria Caixa vai debitar esses dois dias que foram pagos a maior [parte]. Até o momento a situação está resolvida. Tivemos uma reunião sexta-feira passada (14) com a diretoria e explicamos sobre o processo que o Sinttrocel moveu contra a Saritur, referente ao FGTS em atraso há cinco anos. Teremos uma audiência no dia 12 de novembro, na Justiça do Trabalho, provavelmente será por videoconferência”, adiantou o presidente em exercício.
Empresa
O posicionamento da Saritur repassado dias atrás era de que a documentação dos funcionários de Coronel Fabriciano estava em dia, não havendo erro e nem atraso no envio ao Governo Federal. Não sabemos o motivo da alteração da data do pagamento do auxílio. A empresa fez sua parte corretamente e não pode se responsabilizar por eventuais atrasos por parte do Governo Federal”, destacou a empresa na semana da paralisação.
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