17 de agosto, de 2020 | 11:37
De Carolina de Jesus a Shakespeare
Atores brasileiros seguem com seus monólogos no Teatro #EmCasaComSesc
Desde maio, a série Teatro #EmCasaComSesc, do Sesc São Paulo, realiza a transmissão de diferentes trabalhos cênicos, direto da casa dos artistas, sempre às segundas, quartas, sextas-feiras e domingos, às 21h30.Nesta segunda-feira (17), a atriz Dirce Thomaz apresenta o monólogo Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus, com direção da própria atriz e realização da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro. Narrado em primeira e terceira pessoas, o espetáculo mostra a vida da escritora Carolina Maria de Jesus, uma história de luta, superação e sofrimento.
Baseado na obra-diário Quarto de Despejo, o espetáculo foi adaptado para a série Teatro #EmCasaComSesc. A classificação indicativa é 12 anos. Atriz, diretora e dramaturga, Dirce Thomaz preside o Centro de Desenvolvimento Cultural e Social do Negro Maria Thomaz de Jesus e protagonizou Xica da Silva, com texto de Luís Alberto de Abreu e direção de Antunes Filho.
Considerado um símbolo da escrita feminina no Brasil, Quarto de Despejo foi lançado em 1960 e tornou-se sucesso editorial. O livro narra o dia a dia das comunidades pobres da cidade de São Paulo, o sofrimento, a fome e as angústias dos moradores e as mudanças pelas quais passavam as favelas naquele momento.
Com concepção, direção e atuação de Luciana Paes, da Cia. Hiato, a peça Olar Universo será apresentada na quarta-feira (19). Os textos foram livremente inspirados nos livros "A Breve História de Quase Tudo", de Bill Bryson, e "Sapiens", de Yuval Noah Harari, que trazem ao público temas científicos sobre o universo e as perguntas feitas pelo homem.
A direção de fotografia e operação de câmera é de Otávio Dantas e a trilha sonora de Kuki Stolarski. A peça mostra uma mulher em quarentena em seu apartamento, que tenta entender por que o universo se deu ao trabalho de criá-la. Classificação indicativa: 12 anos.
Na sexta-feira (21), o ator Antônio Petrin apresentará Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores. Com quase 52 anos de carreira, o ator volta a interpretar Jacek, um ator, como ele.
Na peça, o polonês está às vésperas de estrear uma montagem de Ricardo III, de Shakespeare, quando seus médicos o proíbem de continuar trabalhando, pois sofre do coração. Para Jacek, encerrar a carreira significa morrer, tal sua vocação, e por isso ele continua os ensaios. Atuar para ele é o que o faz estar vivo.
Inspirado no depoimento de um ator polonês cardíaco, transcrito no livro Além das Ilhas Flutuantes, do diretor teatral italiano Eugênio Barba, a peça foi escrita e é dirigida por Eduardo Figueiredo. A trilha foi criada exclusivamente para o espetáculo, e é interpretada ao piano por Elaine Giacomelli. Classificação indicativa: 14 anos.
AGENDA:
Segunda-feira (17) - Dirce Thomaz, em Eu e Ela: Visita a Carolina Maria de Jesus
Quarta-feira (19) - Luciana Paes, em Olar Universo
Sexta-feira (21) - Antônio Petrin, em Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores
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