Missão humanitária do Brasil entrega ajuda no Líbano

Missão brasileira coordenada pelo ex-presidente Michel Temer levou medicamentos, insumos, equipamentos médico-hospitalares, arroz e doações para apoiar o país

Natalia Rabani


Michel Temer chefia missão humanitária do Brasil no Líbano

Já está em Beirute a missão especial de assistência humanitária ao Líbano. A missão, coordenada pelos ministérios das Relações Exteriores, da Defesa e da Saúde, levou seis toneladas de cargas entre medicamentos, alimentos, e equipamentos de saúde doados pelo pelo governo e pela comunidade libanesa no Brasil.

No dia 4 de agosto, uma explosão em um depósito de produtos químicos abandonados depois de descarregados de um navio russo em dificuldades, atingiu a zona portuária de Beirute deixando mortos, milhares de feridos e desabrigados.

A convite do presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente da República Michel Temer chefia a Missão humanitária. Temer aproveita a presença na terra de seus antepassados, para manter encontros com lideranças políticas e religiosas do Líbano e se avistará com o Comandante da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas naquele país, chefiada pelo Brasil.

Aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), carregada com 6 toneladas de materiais, entre medicamentos, equipamentos de saúde e alimentos, doados pelo Ministério da Saúde e pela comunidade libanesa no Brasil. Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Confira a nota do Governo Brasileiro na íntegra:

Missão humanitária brasileira ao Líbano

O governo brasileiro envia (em 12 de agosto), Missão Multidisciplinar Brasileira de Assistência Humanitária ao Líbano, na esteira das devastadoras explosões ocorridas no porto de Beirute, em 4 de agosto último.

Duas aeronaves da Força Aérea Brasileira partiram de Guarulhos (SP) levando cerca de seis toneladas de carga, que inclui medicamentos, insumos e equipamentos médico-hospitalares. Serão transportadas, ademais, doações de diversos setores da sociedade brasileira e da comunidade libanesa radicada no Brasil. Por via marítima, seguirão 4 mil toneladas de arroz, para atenuar as consequências da perda dos estoques de cereais destruídos na explosão do porto.

Resultado da coordenação entre os Ministérios das Relações Exteriores, da Defesa e da Saúde, a Missão humanitária brasileira decorre da decisão do Presidente da República, anunciada em videoconferência com Chefes de Estado e de Governo no último domingo, 9 de agosto, de integrar o Brasil no conjunto de ações internacionais de apoio ao Líbano. O Ministério do Desenvolvimento Regional, além da Universidade Federal do Paraná, também se somam a estes esforços.

A convite do Presidente Jair Bolsonaro, o ex-Presidente da República Michel Temer chefia a missão humanitária. O ex-Presidente manterá encontros com lideranças políticas e religiosas do Líbano e se avistará com o Comandante da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas naquele país, chefiada pelo Brasil.

Neste momento difícil, o governo brasileiro manifesta sua solidariedade e suas condolências às famílias afetadas pelo incidente em Beirute. O Brasil é o lar da maior diáspora libanesa do mundo, que em muito contribuiu para a construção da identidade e do desenvolvimento nacional brasileiro. A Missão humanitária, demonstra, com gestos concretos, os profundos laços afetivos, políticos e culturais que unem o Brasil à nação libanesa.

Integram, também, a Missão os Senadores da República Nelson Trad Filho e Luiz Osvaldo Pastore; o Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Almirante-de-Esquadra Flávio Augusto Viana Rocha; o Secretário de Negociações Bilaterais no Oriente Médio, Europa e África do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega; o Chefe do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores, Ministro Alan Coelho de Séllos; representantes do Ministério da Defesa, General Carlos Augusto Fecury Sydrião Ferreira e Brigadeiro-do-Ar Paulo César Andari; representante do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Ministério da Saúde, Vitor Almeida Ribeiro de Miranda, médico cirurgião ortopedista; representantes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres do Ministério do Desenvolvimento Regional, Leno Rodrigues Queiroz e Ana Flávia Rodrigues Freire; a Professora Sênior Raquel Rejane Bonato Negrelle, da Universidade Federal do Paraná; o Terceiro-Secretário Daniel Köhler Leite, do Ministério das Relações Exteriores; e os senhores Paulo Antônio Skaf; Elson Mouco Junior; Luciano Ferreira de Sousa, Capitão-de-Corveta; Marcelo Ribeiro Haddad, Subtenente; Michael Pereira Flores, Segundo-Sargento; Ronaldo da Silva Fernandes, Segundo-Sargento; e Sebastião Ruiz Silveira Junior”
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Comentários

Isaac Júnior 16 de agosto, 2020 | 19:02
"A mais felicidade está em dar do que receber".

Atos:20;35
Cleuzeni Torres 14 de agosto, 2020 | 07:03
Nada contra os libaneses, não entendam isso assim, mas só para lembrar, tem uma pandemia matando milhares de pessoas todos os dias no Brasil, empresas falindo, milhares de trabalhadores sem emprego, famílias passando por dificuldades enormes até para comer e não há sinais de arrefecimento dessa crise.

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