Ação Criativa valoriza e emociona idosos ipatinguenses em momento de isolamento

Divulgação


Projeto leva música e mensagens de carinho a idosos participantes de grupos de convivência

Se a pandemia distanciou pessoas, mudou hábitos e rotinas, a arte sempre dá um jeito de aproximar. É o que propõe a Ação Criativa “Matando a Saudade”, desenvolvida pelo Departamento de Proteção Social Básica, por meio do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), da Secretaria de Assistência Social de Ipatinga. O projeto tem como objetivo não apenas levar música aos idosos participantes dos grupos de convivência, mas também proporcionar muita alegria e descontração.

A visita é bem rápida, mas carregada de emoção. Mantendo a distância necessária, a equipe - composta pela coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (Cras 4), Marsilene Aparecida Pereira Franklim; o oficineiro Luciano Botelho e a assistente social Neide Loureiro - chega de surpresa, de porta em porta, e chama pelo idoso, que é presenteado com uma canção e um cartaz com sugestivos dizeres: “Faz tempo que não te vejo... Ai que saudade d’ocê!” (que lembra a composição de 1982, do paraibano Vital Farias, celebrizada por artistas famosos como Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Fagner e Zeca Baleiro).

“Fica difícil segurar as lágrimas”, é como descreve a sensação que teve Marlene Correia Rodrigues, de 64 anos, moradora do bairro Vila Formosa. “É muita emoção poder ser lembrada desta forma. Só tenho que agradecer por esta linda homenagem!”, exclamou.

A coordenadora do Cras explica que o objetivo principal da ação não é apenas levar música, mas a mensagem de saudade e da importância que os idosos têm nos grupos. “Hoje os grupos não podem funcionar por causa da pandemia, mas o que queremos com essa ação é mostrar que os vínculos podem ser mantidos mesmo à distância, e dizer também o quanto eles são importantes. O resultado disso é muita emoção e gratidão”, disse Marsilene.

Convivência

O SCFV realiza atendimentos em grupo. São atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas, dentre outras, de acordo com a idade do público que atende. É uma forma de intervenção social planejada, que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais, coletivas e familiares, detalha a Secretaria.

No entanto, desde o início da pandemia, as atividades dos grupos que funcionam por meio dos Cras estão suspensas, e uma das formas encontradas pela administração municipal foi lançar mão de ações criativas que, seguindo todas as recomendações de distanciamento e higiene, levam pequenas lembranças aos idosos.

Em casa, mas em movimento

Maria Dilza, a Dedê, tem 80 anos. Moradora do bairro Bom Jardim, ela conta que entrou para o serviço de convivência há mais de 20 anos, após uma depressão. Durante a visita da equipe, mostrou que está em forma, mesmo sem as ginásticas habitualmente oferecidas no grupo em tempo de normalidade. “O grupo é minha vida e, tudo que aprendi, adaptei aqui em casa. Eu não fico parada. Sempre estou cuidando das plantas, dos passarinhos e fazendo minhas atividades de alongamento”, revela.

Dona Dedê não pode se conter de emoção quando a equipe chegou em seu quintal cantando uma canção e dizendo o quanto ela é importante. “É lindo o que estou recebendo. É demais para mim o que estou vendo! Amo vocês”.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO