Endocrinologista alerta para cuidados no combate ao colesterol

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Segundo o endocrinologista e médico cooperado da Unimed Vale do Aço, Iriley Castro, o colesterol alto é um fator de risco para doenças cardiovasculares

Primeira causa de mortalidade no Brasil, as doenças cardiovasculares já fizeram mais de 240 mil vítimas em 2020, segundo informações do site cariometro.com.br, abastecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. O colesterol elevado no sangue é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, entre elas infarto e acidente vascular cerebral, um importante fator de risco de morte. No sábado (8), foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, data criada para a conscientização e prevenção dessas e outras patologias ligadas ao colesterol alto.

Considerado um tipo de gordura (lipídio) produzido pelo organismo, que desempenha funções essenciais como a produção de hormônio, o colesterol é classificado como LDL, que é conhecido como ruim por entrar nas artérias, provocando seu entupimento. Há também o HDL, conhecido como bom, por retirar o excesso de colesterol das artérias, impedindo seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

Segundo o endocrinologista e médico cooperado da Unimed Vale do Aço, Iriley Castro, o colesterol alto é um fator de risco para doenças cardiovasculares. “As partículas de gordura do LDL costumam ser densas e se depositam nas artérias, com isso, há formação de placas que podem se romper ou obstruir, diminuindo a irrigação, a passagem do sangue, gerando um infarto ou um acidente vascular cerebral, por exemplo”, esclareceu.

Ainda, de acordo com o médico, os problemas relacionados ao colesterol alto também podem atingir pacientes que não estejam acima do peso. “É errado associar os problemas relacionados ao alto colesterol apenas a pessoas acima do peso. Fatores genéticos, por exemplo, podem favorecer o aparecimento de problemas de colesterol alto em pessoas magras. Independente da forma física, a prevenção é igual para todos e inclui dieta com baixo teor de gorduras saturadas, estímulo à atividade física, cessação do tabagismo e o controle de fatores de risco. Para quem já tem problemas de colesterol, é fundamental o acompanhamento médico, em que o paciente passará por avaliações e exames que o ajudarão no controle dos índices”, acrescentou o especialista.

Iriley Castro também explicou que crianças podem ser acometidas de níveis elevados de colesterol. “Seja por problemas genéticos ou por obesidade infantil, crianças também podem ser acometidas por patologias relacionadas. Nesses casos o acompanhamento com o médico é fundamental, porque se elas forem expostas a níveis elevados de colesterol, o risco de doenças cardiovasculares na vida adulta é alto”, afirmou.

O médico ainda falou da relação da covid-19 com o colesterol. “Pessoas com problemas cardiovasculares, muitas vezes causados pelo colesterol alto, são grupo de risco para o novo coronavírus. Já sabemos que a covid-19 aumenta a coagulação do sangue e isso facilita a ocorrência de trombose, que pode ocluir um vaso no coração e levar a um infarto ou AVC, por exemplo”, concluiu o endocrinologista.
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