Cuidado com alimentação infantil deve ser redobrado durante isolamento social

Nutricionistas apontam importância de acompanhamento de pais junto aos filhos

O período de isolamento social, provocado pela pandemia da covid-19, está durando mais do que o previsto. Sem uma cura para doença, as crianças tiveram a sua rotina alterada, mais até que a dos adultos, já que as escolas estão fechadas e a orientação é deixar os pequenos em casa. Num ano atípico, os pais precisam redobrar a atenção em relação aos alimentos que são oferecidos aos filhos, para que não haja prejuízo à sua saúde. As nutricionistas Izabela Freitas e Natália Stofel apontam como proceder.

Álbum pessoal


Izabela Freitas fala dos cuidados que os pais devem ter durante a pandemia
Izabela observa que é importante criar rotina para essa criança, igual a de um adulto. “Dê a ela horário para acordar, para tomar café da manhã, para almoçar, para lanchar, etc. Estabeleça legumes e verduras todos os dias em seu almoço, tente variar o máximo possível em relação aos carboidratos. É fundamental não fazer sempre a mesma coisa para a criança. Tente fazer num dia um arroz e feijão, num outro um escondidinho de batata doce, no outro um purê ou uma sopinha. Variar é muito importante, assim como estabelecer horários”, aconselha.

Segundo a profissional, o erro mais comum é achar que a criança não deve fazer uma dieta, que não é sinônimo de perder peso. “Dieta é tudo o que a gente ingere ao longo do dia. Uma criança tem uma dieta, seja ela saudável ou não. Basta o pai estabelecer hábitos em casa, desde a infância desse menino ou menina. Outro erro comum é deixar a criança comer quando está com fome. Se está brincando ou fazendo aula, e o pais não oferecem nada, ela passa um tempão sem comer. Quando come, o faz igual a um adulto. Tem que fracionar isso no dia, fornecer três porções de frutas, uma unidade ou 100 gramas de frutas por dia. Outra coisa muito importante é a questão do açúcar, estabelecer o chocolate que a criança gosta em quantidades, com limitações. Não se pode deixar a criança comer a hora que ela quiser”, reitera Izabela.

Álbum pessoal


Natália Stofel alerta quanto à necessidade de oferecer opções saudáveis
Acompanhamento

Por sua vez, Natália Stofel pondera que a alimentação do filho não pode ser uma escolha da criança, que não tem autonomia para definir os alimentos. “Assim como nós não podemos deixar nossos filhos saírem à rua sozinhos, não podemos deixar que a alimentação seja uma escolha da criança, que não tem maturidade para tal. Os pais precisam auxiliar os filhos nas melhores escolhas alimentares. Não é preciso obrigar a criança a comer uma banana, mas dê à ela opções entre a banana, mexerica, uva e abacaxi, por exemplo. É preciso ofertar variações para que o filho acostume a comer de forma saudável”, alerta.

Ela acrescenta que a compra dos produtos deve ser feita com critério, evitando os processados e industrializados. “Caso contrário, seu filho nunca terá a maturidade de escolher o saudável. O sabor dos industrializados é mais agradável, porque tem uma combinação de gordura e açúcar, nosso cérebro reconhece esses alimentos e libera mais hormônios de prazer, saciedade e bem-estar. Mas a cada vez que oferece à criança, ela fica habituada e treinada a consumi-los. Por isso a importância de controlar e segurar, oferecendo a opção saudável”, conclui.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO