Operação prende suspeitos de roubo de cargas de queijo

Entre os presos na operação Via Lactea estão um morador de Ipatinga e um vereador em Ipanema

Reprodução de vídeo


Operação deflagrada na manhã desta quarta-feira prendeu ipatinguense e vereador em Ipanema, além de dois homens em BH

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou no começo da manhã dessa quarta-feira (29) a operação “Via Láctea”, que culminou na prisão preventiva de quatro suspeitos de integrarem organização criminosa especializada em roubos de carga de queijo. O alvo da quadrilha eram cargas de laticínios de empresas do município de Ipanema, no Leste de Minas Gerais. O grupo também agia nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

As investigações apontaram que, no total, foram roubadas pelas mesmas pessoas três cargas e o prejuízo causado pela quadrilha é estimado em R$ 1 milhão

Conforme dados preliminares da PCMG, entre os presos estão um morador de Ipatinga e um vereador de Ipanema. Outras duas pessoas foram presas em Belo Horizonte.

As investigações tiveram início no dia 25 de março deste ano, quando três criminosos armados abordaram, na zona rural de Pocrane, um caminhão de uma cooperativa de laticínios. Na ocasião, foram levados 5,5 mil quilos de queijo muçarela, que eram transportados pela Rodovia BR- 474, sentido Ipanema a Aimorés.

O motorista caminhoneiro foi mantido como refém pelos bandidos por mais de nove horas, até que o caminhão fosse descarregado e abandonado. A vítima foi abandonada nas proximidades de Santana do Paraíso.

Outros dois roubos com o mesmo modo de ação já haviam sido registrados contra uma cooperativa de laticínios em Ipanema. Os caminhões da cooperativa foram roubados nas proximidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, 25 policiais civis participaram da operação. Os presos foram encaminhados ao Sistema Prisional e o inquérito policial deve ser concluído nos próximos dias.

Os suspeitos eram monitorados desde o mês de março por policiais civis que, ao longo dos meses seguintes, descobriram a forma de atuação dos investigados. Foi apurado, por exemplo, que as cargas subtraídas eram comercializadas no estado do Espírito Santo. Em um dos roubos foi possível recuperar parte do carregamento roubado no mês de março, bem como efetuada a prisão em flagrante de vários receptadores.

Um dos caminhões foi localizado por policiais militares na cidade de Martins Soares, cidade da Zona da Mata, na divisa com o Espírito Santo, parcialmente desmanchado.

Dos quatro presos nesta quarta-feira (29), dois foram detidos em Belo Horizonte, um em Ipatinga e um em Ipanema. Entre eles está o vereador, Alex José da Silva (MDB), de 45 anos. Conforme o delegado que atua no caso em Ipanema, Alfredo Serrano, o vereador seria o responsável por escolher a carga a ser roubada e repassar informações ao restante da organização criminosa.

Como recompensa recebia parte do dinheiro arrecadado pela quadrilha com o roubo das cargas. O vereador já responde a outro inquérito, em que é suspeito de furtar um veículo da câmara municipal.

“Eles sempre agiam da mesma forma. Abordavam o caminhão na rodovia, geralmente em local onde a velocidade era baixa ou quando o caminhão estava estacionado por algum motivo. Com violência e uso de arma de fogo imobilizavam o motorista e o mantinham em cárcere tempo suficiente para desfazer da carga e do veículo”, explicou o delegado.

Festa do queijo



Ipanema, a cidade de origem da quadrilha, tem reconhecimento nacional por bater anualmente o recorde de produção do “Maior queijo de minas do Brasil”. Em 2019, o queijo produzido para bater a meta pesou 2.284 quilos. A produção do queijo fresco, no interior de uma cooperativa, levou 10 horas e consumiu 25 mil litros de leite. No mesmo ano foi produzido o 'Maior doce de leite” do país, uma peça que pesou 828 quilos.
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Comentários

Cidadão 31 de julho, 2020 | 14:29
E estarão todos soltos na rua logo em breve. Afinal, nosso sistema de "justiça" é uma mãe para o bandido e uma madrasta má para os cidadãos. Mas toca o barco, brasileiro gosta é de sofrer mesmo.
Da 30 de julho, 2020 | 13:56
Muçarela, Damasceno. Não existe mussarela na Língua Portuguesa. Favor consultar em: https://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario.
Damasceno 30 de julho, 2020 | 13:32
Mussarela, e não Muçarela.
Rogério de Souza Assis 29 de julho, 2020 | 15:16
Não seria o maior queijo minas e o maior doce de leito do mundo?
Inclusive está, novamente, inscrito no livro dos recordes

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