Pessoas pardas e com doenças cardíacas lideram número de óbitos por covid-19

Tiago Araújo


Dos 2.315 óbitos confirmados de covid-19, 38% são pessoas pardas e 35% brancas

O boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (24) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) aponta um total de 106.812 casos confirmados de covid-19 e 2.315 óbitos pela doença no estado. O boletim mostra ainda que, dentro dessas notificações, as pessoas pardas e com doenças cardíacas são as mais atingidas pelo novo coronavírus.

No perfil epidemiológico do boletim do Estado, dos 2.315 óbitos confirmados de covid-19, 38% são pessoas pardas, 35% brancas, 8% pretas, 1% amarela e 18% não informado. Em relação às comorbidades, o boletim epidemiológico aponta que pessoas com doenças cardiovasculares são as mais frequentes nos casos de óbitos por covid, sendo que já foram registradas 840 mortes de pessoas que tinham problemas no coração no Estado. Em seguida, vêm pacientes com hipertensão (702) e diabetes (683), que também ocupam posições de destaque no gráfico.

Do total de óbitos, 76% são pacientes com faixa etária acima de 60 anos. A média de idade dos óbitos confirmados é 69 anos em Minas Gerais. Além disso, dentro do total de mortes por covid, pessoas do sexo masculino estão na maioria dos casos de óbitos, com 58% (1.333), enquanto do sexo feminino tem uma porcentagem de 42% (982). Em relação à recuperação, 79.756 pessoas já recuperaram da covid-19.

Ainda conforme o perfil epidemiológico apresentado pela SES-MG, dos 106.812 casos confirmados de covid-19 que não evoluíram para óbito, 24% são pessoas pardas, que representa a maior porcentagem. Em seguida, pessoas brancas ocupam 22% do gráfico total de casos confirmados. Indivíduos com a cor amarela (6%) e preta (3%) têm os menores índices. Já em 45% dos casos não foram informados a cor. Em relação à idade, a faixa etária com maior porcentagem de casos é entre 30 a 39 anos.

Exames

Apontado como o estado que menos realiza testes, em Minas Gerais foram feitos, até o momento, 60.241 exames para o diagnóstico da covid-19 pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sobre a testagem para covid e o mercado produtor de insumos para esses testes, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, explicou na coletiva virtual de quinta-feira (23) que é possível perceber uma mudança no atual cenário.

“Antes, nós tínhamos uma situação de desabastecimento, com uma limitação internacional de testes. Isso refletia também no Brasil e gerava a necessidade de direcionar os testes para os estados que sofriam maior acometimento pela covid-19 e enfrentavam dificuldades no controle da doença”, detalha.

Neste momento, no entanto, segundo Amaral, tanto a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) quanto o Ministério da Saúde (MS) realizam processo de compra de testes e a expectativa é de que, em breve, seja possível ampliar a testagem em Minas.

“Nosso planejamento sempre foi ampliar a testagem num momento de acompanhamento da epidemia. Isso porque identificamos que não será simplesmente uma queda da epidemia. Nós conviveremos com o vírus um tempo longo e isso demanda que o Estado mantenha capacidade e estruturas adequadas por um longo período”, afirma o secretário.

Atualmente, a rede pública segue um padrão de indicação dos exames para grupos como os profissionais da saúde e da segurança pública em atividade, sejam da assistência ou da gestão, e também para pessoas que residam no mesmo domicílio de um profissional da saúde e da segurança pública em atividade. São consideradas, ainda, pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.
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