Romeu Zema entrega respiradores em Coronel Fabriciano
Equipamentos vão possibilitar abertura de novos leitos de UTI, aumentando capacidade de atendimento às vítimas da covid-19 na região
24/07/2020 às 13:00
Gil Leonardi/Imprensa MG
Romeu Zema e Carlos Eduardo, durante solenidade em coronel Fabriciano, nessa sexta-feira
O governador Romeu Zema entregou, nesta sexta-feira (24), em Coronel Fabriciano dez respiradores para equipar o Hospital Dr. José Maria Morais. Os aparelhos vão possibilitar a abertura de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para ampliar a capacidade de atendimento a pacientes da covid-19 no município e região.
Ao todo, o Governo de Minas já destinou a Coronel Fabriciano 19 respiradores e sete monitores multiparâmetros para auxiliar no enfrentamento ao coronavírus na cidade. Em todo o estado, foram adquiridos 1.047 respiradores que estão sendo repassados aos municípios.
Garantia de assistência
A solenidade foi realizada no Auditório Centro Administrativo Mariano Pires Pontes ( antiga Fundação), no bairro Bom Jesus
Durante a entrega nesta sexta-feira, o governador lamentou os óbitos causados pela pandemia e reforçou o esforço da gestão para ampliar o número de leitos e garantir assistência para todos os mineiros.
"Estou aqui por um motivo triste, devido a uma pandemia. Mas a inauguração desses leitos é fruto do nosso trabalho para reduzir os impactos da doença. Apenas nessa regional de Saúde nós já conseguimos ampliar mais de 150 UTIs. No estado todo, desde o início da pandemia, nós criamos mais de 1.500 leitos de UTIs. Boa parte deles será incorporada definitivamente e aquelas regiões que tinham um certo déficit assistencial vão passar a contar com um número maior, mesmo quando tudo isso passar", afirmou.
O governador também comentou que é fundamental a ajuda da população para que o estado alcance o declínio da curva de casos e óbitos o quanto antes.
"Minas vem fazendo um excelente trabalho, mas precisamos lembrar que estamos lidando com algo imprevisível. Tivemos em alguns lugares do mundo uma segunda onda e não estamos dando a batalha por finalizada. A guerra ainda pode ser muito longa. Em alguns momentos, temos que tomar medidas que desagradam boa parte da população, mas é sempre pensando na saúde dos mineiros. Estou otimista e agradeço o empenho de todos. Todos nós temos que nos esforçar em um momento como este", disse.
Minas Consciente
O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo, lembrou que os protocolos do plano Minas Consciente, criado pelo Governo de Minas para garantir a retomada responsável da economia, estão sendo revistos para atender melhor às necessidades das cidades.
"Estamos em franca revisão do plano. É importante lembrar que foi o primeiro programa do Brasil com essa visão de um isolamento coordenado. Hoje, com mais de 12 semanas de implementação, passamos por um momento de aprendizagem, de ver as dificuldades e os acertos. Entendemos que acertamos muito. Mas se, de fato, o pior estiver passando, se a epidemia começar a cair um pouco, há a necessidade de começarmos a caminhar em uma velocidade que seja adequada a esse novo momento", afirmou.
Também participaram do evento o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius da Silva; a secretária municipal de Saúde e diretora do Hospital, Kátia Barbalho Diniz Costa; o presidente da Câmara de Coronel Fabriciano, Adriano Martins; e o superintendente regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Ernany de Oliveira Junior.
Investimentos
Em quatro meses de pandemia, o Estado de Minas Gerais já repassou pouco mais de R$ 1 bilhão para estruturar a assistência de Saúde nos municípios mineiros.
Equipar a rede pública é a prioridade do governo, tanto como estratégia para enfrentamento da doença no estado quanto como ação de responsabilidade fiscal.
O montante investido é referente a compras de equipamentos, insumos e aparelhos fundamentais para uma melhor condição de atendimento. Veja mais, no vídeo abaixo:
O prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius (PSDB), disse ser uma alegria receber o governador e que sua visita, assim como os respiradores, trazem uma injeção de ânimo.
“Vejo como a possibilidade de a gente estender mais leitos, e que não servem somente para a nossa cidade, mas para a micro de Coronel Fabriciano. Lembrando que o hospital José Maria Morais é do estado, o município faz a gestão, é 100% SUS e que tem números que demonstram que o Sistema Único de saúde funciona muito bem. Minas Gerais tem a menor taxa de letalidade do Brasil. Se compararmos o país com países do mundo, temos a França com 18% de letalidade, Itália com 12% e eu acho que as políticas públicas adotadas pelo senhor foram as corretas nesses quatro meses, o senhor precisava achatar a curva para que o sistema de saúde se preparasse e o senhor está de parabéns, porque vimos sistema públicos colapsar e Minas Gerais não. Conseguimos dar vazão, com muita dificuldade, com muito trabalho”, opinou.
Para o prefeito, Zema teve mais um desafio, que foi o estado em que assumiu o governo. “O senhor chegou com um vírus pior que o coronavírus, chegou com o vírus Pimentel, que tinha arrasado o Estado de Minas Gerais. Então, tem feito um belo trabalho, principalmente na saúde, que estava em colapso. Devagar a secretaria foi ajeitando e graças a Deus o Pro-Hosp, do ano de 2020, está em dia para todos os hospitais. O senhor está fazendo o que nós como gestores temos que fazer, preparar o sistema de saúde, porque esse era o objetivo do isolamento, para que se as pessoas vierem a adoecer, tivessem como ser atendidos e o senhor conseguiu, está de parabéns”, enfatizou.
Ainda conforme o prefeito, que também é vice-presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), haverá a adesão de todos os municípios ao Minas Consciente, para somar forças. “É uma posição da AMM, não podemos descuidar. A doença veio para ficar e quando o senhor disse lá atrás e foi mal interpretado, de que o vírus tinha que viajar, que andar de ônibus, estava correto. Vamos ter sim surtos da doença, e mesmo com a vacina – que já está aí, a Pfizer disse que em novembro começa a distribuir -, mesmo com as pessoas vacinadas, não quer dizer que não vão adoecer ou que estarão curadas. A doença veio para ficar e o senhor fez a coisa correta, que foi preparar o sistema de saúde, está de parabéns e muito obrigado”, agradeceu.
Taxa de contaminação na região
Questionado sobre a taxa de contaminação no Vale do Aço e se ainda preocupa o governo do estado, o secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, pontuou que Minas Gerais tem “várias Minas” e que não é possível falar de uma forma única do estado, naturalmente, aonde a epidemia chegou primeiro.
“Vemos um comportamento mais à frente do que algumas. Temos quatro regiões em que tivemos a chegada de epidemia primeiro: o Vale do Aço foi uma delas, a Centro, Sudeste e Triângulo, e elas ficaram um pouco à frente. O Vale do Aço teve um momento em que houve uma incidência maior de casos, talvez um estresse um pouco maior de ocupação. Nesse momento vemos nitidamente que caiu e é fundamental que entendamos que isso pode ser uma oscilação dentro da epidemia. Ninguém consegue ver o futuro, mas a nossa ideia é trabalhar com um certo conforto de leitos, porque acabar com a transmissão do vírus, somente com vacina ou se todo mundo tiver a imunidade de rebanho. Tudo leva a crer que aqui vai seguir esse caminho, mas é um pouco cedo. Precisamos de pelo menos mais umas duas semanas, para aí, então, ter uma noção dessas regiões que começaram primeiro”, salienta.