O governo da China anunciou nesta quinta-feira (23), em uma reunião virtual com os chanceleres da América Latina e do Caribe, que a vacina a ser desenvolvida no país contra a covid-19 será um bem público de acesso universal. A informação foi dada pelo chanceler mexicano Marcelo Ebrard, que participou do encontro.
"Videoconferência especial entre os chanceleres de China, América Latina e Caribe contra a covid-19. Anuncia Wang Yi - ministro chinês de Relações Exteriores - que a vacina desenvolvida em seu país será um bem público de acesso universal", escreveu Ebrard.
O país asiático também se comprometeu a disponibilizar US$ 1 bilhão em créditos para nações da região a fim de que adquiram o medicamento. Uma das vacinas em desenvolvimento na China apresentou resultados positivos no começo da semana, gerando imunização em pacientes testados.
Além disso, a China se comprometeu a apoiar a região com equipes médicas e dinheiro tanto para vacinas, quanto para obras de infraestrutura de saúde pública, além de recursos para garantir a segurança alimentar dos países latino-americanos.
A reunião teve a presença (virtual) de diplomatas de Argentina, Barbados, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Panamá, Peru, México, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Uruguai. O Brasil não estava no encontro.
O anúncio vem um dia depois de os Estados Unidos, que disputam influência na região, comprarem 100 milhões de doses da vacina que está sendo desenvolvida pela Pfizer, efetivamente assegurando para eles todo o futuro estoque previsto para 2020 da farmacêutica. Após a repercussão ruim, a empresa disse que poderia produzir mais doses do que o anunciado e assim atender à demanda de outros países.
Assim como a da Pfizer, as vacinas desenvolvidas por Oxford e pela AstroZeneca, além da produzida pela chinesa Sinovac Biotech estão em testes no Brasil. (Com informações da teleSUR)