19 de julho, de 2020 | 21:25
Homem que matou ex-namorada e guardou corpo na geladeira é preso em Sabará
Álbum pessoal
Elisângela Vespermann foi morta e teve o corpo encontrado dentro de uma geladeira; ex-namorado que não aceitava o término é investigado
Elisângela Vespermann foi morta e teve o corpo encontrado dentro de uma geladeira; ex-namorado que não aceitava o término é investigado Foi preso no fim de semana, em Sabará, o ex-namorado de Elisângela Vespermann, de 30 anos. Ela foi foi morta e teve o corpo encontrado dentro de uma geladeira na quarta-feira (15) em Belo Horizonte.
O investigado, de 26 anos, teria matado a mulher por não concordar com o fim do relacionamento. Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria acontecido no dia 8 de julho, mas o corpo só foi localizado dia 15 em uma geladeira no apartamento onde a mulher morava.
O eletrodoméstico estava lacrado, ligado na tomada e com a porta virada para a parede. A delegada Ingrid Estevam, do Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídio, afirmou que o suspeito ficou na casa da vítima durante todo o dia do crime. Ele sempre estava cercando a vítima, tanto presencialmente como por telefone”, disse.
O preso, que não teve o nome divulgado pela PCMG, nega que matou a ex-namorada. Ele confirmou à polícia que esteve com ela no dia da morte, que ela teria tentado terminar o relacionamento, mas que não houve violência.
"Provavelmente inconformado, porque durante o depoimento o investigado negou o envolvimento na morte, ele teria segurado ela pelo pescoço e a matado por asfixia. Vendo a situação do corpo, ele resolveu, friamente, ocultar o cadáver. Logo em seguida, ele juntou algumas coisas dele que estavam no apartamento e saiu do local com uma mala da vítima, aproximadamente às 21h40”, detalhou a delegada.
Denúncia contra namorado
Ainda de acordo com a polícia, a vítima havia denunciado, no mês passado, o jovem de 26 anos, com o qual vinha mantendo uma relação. O marido dela morava no interior do estado, onde é caseiro. Elisângela morava e trabalhava na capital e segundo testemunhas havia se separado formalmente do marido, quando também assumiu o namoro com o jovem. Entretanto, em 24 de junho, a vítima chegou a registrar uma queixa contra o namorado.
Elisângela relatou que o namorado não aceitava o fim do relacionamento e havia ameaçado se matar, além de ter ameaçado pessoas da família dela. Na ocorrência, ela relata que tinha medo do suspeito, porque ele ameaçou fazer algo para ela ou para a família, caso ela rompesse o relacionamento. Ainda no histórico, ela alegou que teria sido dopada pelo suspeito e, na oportunidade, ele teria subtraído o chip do celular dela. Provavelmente para ter acesso às informações que ela trocava com outras pessoas”, afirmou a delegada.
O preso vai responder por feminicídio qualificado, em razão da violência doméstica, e pelo meio cruel, além de ocultação de cadáver.
O corpo de Elisângela foi encontrado dentro da geladeira pelo ex-marido. O homem alega que estranhou o sumiço da ex-mulher e resolveu ir até o apartamento buscar documentos dos quais precisava.
Ao chegar no local, ele não conseguiu abrir a porta e chamou o irmão e a ex-cunhada para ajudá-lo. Em seguida, solicitou a presença de um chaveiro para entrar no imóvel.
Logo ao entrar no local, ele notou que a geladeira estava virada para a parede e vedada com uma fita adesiva transparente. Ao abrir o eletrodoméstico, encontrou o corpo da mulher, e acionou a Polícia Militar.
Elisângela trabalhava como balconista em uma rede de fast food no bairro Guarani, também na Região Norte da capital. Colegas relataram que ela estava desaparecida do trabalho havia mais de dez dias.
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