Semanas virtuais e Verão em Julho

Wagner Penna e as novidades do mundo fashion em tempos de pandemia

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Balmain Couture 2020: passeio pelo Sena
SEMANAS VIRTUAIS
E a semana de moda parisiense, a mais importante do mundo, aconteceu em formato virtual, isto é, apenas com exibições para serem postadas nas redes sociais. O resultado não foi além do já esperado: encenações ao vivo na TV + vídeos especiais.

O pacote mais completo foi o da Dior, que vestiu micro manequins com suas propostas, repetindo o que foi feito ao final da II Guerra Mundial, quando não havia tecido para o vestido completo. Eles também fizeram um filme com ninfas saindo da água e vestindo os modelitos ‘haute-couture’ da marca.

Por aqui, o formato também ganhou algumas versões, com a Skazi mostrando desfile virtual, mas vendendo o verão 2021 em seu showroom de Beagá para as lojistas. O restante fez o de sempre, isto é, catálogos de lançamentos (o surrado ‘look book’, em formato virtual) com resumo das coleções.

O mais importante nisso tudo é saber que tudo indica que a linguagem virtual continuará nas vendas, tanto pelos lojistas ou diretamente das marcas ao consumidor final. Os tempos mudaram e os hábitos também, impulsionados pelo covid-19.

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Bruno Meyer/Divulgação


O verão 2021 de Victor Dzenk (1)
VERÃO EM JULHO
O verão 2021 começa a tomar forma por aqui, com algumas marcas fazendo os seus lançamentos. Seja com desfiles pelas redes sociais, caso da Skazi e de Victor Dzenk, quanto em look book virtual + imagens dinâmicas.

Na maioria dos casos estamos vendo uma profusão de cores chegando, assim como os vestidos longos - uma tendência buscada nos anos 1970 - usados como referências principais. Nas estampas, o destaque continua sendo o tie-dye (manchados), algo extremamente ‘setentista’.

As primeiras vendas feitas aos lojistas para o próximo verão aconteceram em Beagá, promovidas pelo movimento Minas Showroom. Cada marca – cerca de 25 – participou isoladamente do evento, que somou-se ao lançamento Skazi e acabou beneficiando todo o circuito fashion da capital.

Algumas mudanças importantes são vistas: o lojista está mais seletivo, faz uma prévia na internet, chega e vai direto aos modelos desejados, e quer entrega rápida.

Com isso, as grifes que trabalham com pronta-entrega lucraram e acabaram criando uma novidade: a previsão de pronta-entrega. Como o verão ainda está em produção, entrega mesmo só em agosto. Mas o importante é que a moda mineira começa a girar.

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Bruno Meyer/Divulgação


O verão 2021 de Victor Dzenk (2)
VAIVÉM
* A semana de lançamentos em Beagá para o verão 2021, a Minas Showroom, começou e teve tempo de duração estendido até o dia 7 de agosto. Outra novidade é que essa será apenas a primeira coleção-cápsula das marcas, porque a maioria vai mostrar outras novidades em agosto e setembro. Afinal, vender é preciso. ***

* A rede holandesa de lojas C&A agora virou um ‘marketplace’ mais amplo, e está vendendo pela internet eletrônicos, decoração, produtos para pets e, claro, moda. Para isso, ganhou um novo nome – Galeria C&A – e conta com 19 novas parcerias.

Entre eles estão Multilaser, Vivara, Unique Shop e Kings. A The Beauty Box e Flaminga já constavam da sua loja online. As lojas Renner, por sua vez, celebrou parceria com o Sebrae e vai prestar ajuda financeira para marcas de moda menores, a partir de seleção feitas pelo Sebrae. ***

* O aumento de lojas virtuais na pandemia foi além de 100 mil. Antes da chegada do vírus, eram 10 mil a mais por mês. O setor que mais cresceu em presença digital, segundo dados da ABComm, foi o varejo de moda, seguido de alimentos e serviços. No total o e-commerce cresceu 50% entre março e maio, após o início da pandemia. E mais: 45% dos consumidores nacionais pretende aumentar as compras pela internet. Amém!

Bruno Meyer/Divulgação


O verão 2021 de Victor Dzenk (3)
* Com profusão de filmes e desfiles postados, as semanas de moda da Europa chegaram ao fim. O último ‘take’ foi na Itália. Mas um dos desfiles mais comentados, o da dupla Dolce & Gabbana, foi presencial. Incluindo plateia mascarada e vaivém no pátio de um hospital, para o qual contribuíram em dinheiro para tratamentos da covid-19. ***

* A maneira das grifes venderem aos lojistas mudou na pandemia. A saber: agora muitas fazem uma prévia pela internet, as visitas são agendadas, a fiscalização não permite mais do que cinco pessoas juntas no showroom e o tempo de entrega para o lojista está cada vez mais reduzido. ***

* Outro reflexo do vírus na moda. Várias tecelagens estão anunciando produtos antivírus, isto é, com fios que tem propriedades de neutralizar o danado ou mesmo ‘derreter’ a sua carapaça protetora. O que consome investimentos altos e tem retorno em longo prazo, mas vende bem. ***

PONTO FINAL - No novo ritmo do e-commerce, rapidez e tecnologia estão sendo exigidos da turma da moda. Rapidez para tomar as decisões, pois tudo é feito em instantes, como a escolha de modelos, pedidos e confirmação, e não mais em dias ou horas. E conhecimento tecnológico e paciência para ficar no celular o tempo todo, ligado no que é lançado ou mostrado.
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