Adiada a concessão das BRs-381 e 262 para 2021

Alex Ferreira


Ponte no ribeirão Oncinha, em Antônio Dias, é uma das obras de arte já concluídas no lote 3.1

O repasse das BRs 381 e 262 à iniciativa privada, por meio de concessão, ficará para o ano que vem. O leilão que estava programado para ocorrer no segundo semestre de 2020 foi suspenso. A alegação é que as novidades regulatórias e tecnológicas dos projetos, somadas aos impactos da pandemia de covid-19, levaram o Ministério da Infraestrutura a adiar os certames.

Os estudos da concessão abrangem tanto a BR-381 quanto a BR-262 entre Minas Gerais e o Espírito Santo e, além dos investimentos na duplicação, preveem cinco praças de pedágio entre Belo Horizonte e Governador Valadares (Caeté, Itabira, João Monlevade, Belo Oriente e Periquito). No trecho da BR-262 seriam instalados seis pedágios (São Domingos do Prata, Manhuaçu, Martins Soares, Ibatiba, Venda Nova do Imigrante e Viana).

A consulta pública da proposta de edital prevê R$ 9,1 bilhões em investimentos e R$ 5,6 bilhões em custos operacionais para o período de 30 anos de concessão. Entre as principais obras estão previstas a duplicação de 595,4 km da rodovia, 42,4 km de faixas adicionais e a construção de 54 passarelas.

Atualmente a BR-381 está em obras de duplicação nos lotes 3.1 (Trevo de Jaguaraçu até Nova Era) e 7 (Nova União até Caeté). Outros cinco lotes nunca tiveram obras desenvolvidas e dois lotes, que tinham previsão de criação de uma variante entre Nova Era e Nova União, tiveram os projetos executivos cancelados.

O cronograma de obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) prevê a conclusão do lote 7 até setembro e do lote 3.1 até dezembro.

Conforme publicado na página do Dnit, esse ano foram entregues 22 quilômetros de pista duplicada, dos quais, 15 quilômetros do lote 7 e sete quilômetros liberados do lote 3.1. O lote 7 tem, no total, 37,5 quilômetros.

Com 28,6 quilômetros de extensão, o lote 3.1 apresenta 12,7 quilômetros contínuos de pista duplicada, incluindo os túneis Piracicaba, em Sá Carvalho e Prainha, em Antônio Dias.

Das 12 pontes, viadutos e túneis, nove estão concluídas, duas em andamento e falta iniciar a ponte do ribeirão Prainha.

Pedágio

A primeira ordem de serviço para as obras foi assinada em 2014, pela ex-presidente Dilma Rousseff. Antes disso, quando ela era ministra do governo Lula, fez gestão para a concessão da rodovia. Caberia à iniciativa privada duplicar a BR. Conforme audiência pública na sede da Fiemg, em Belo Horizonte, acompanhada pelo Diário do Aço, a ideia fracassou porque houve o entendimento segundo o qual o custo da obra seria demasiadamente elevado e isso exigiria uma tarifa de pedágio impraticável.
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Comentários

Josué 10 de julho, 2020 | 12:28
É um absurdo a cobrança de pedágio na BR 381 sem que a mesma tenha sido duplicada em todo o trajeto entre BH e Governador Valadares. Foram divulgados pela imprensa valores escorchantes para o pedágio, entre R$ 11 e R$ 13 por trecho.

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