Time "intragável'

Fernando Rocha

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Fernando Rocha
A torcida cruzeirense tem acompanhado com certa apreensão a situação financeira caótica vivida pelo clube, fruto das más gestões anteriores que deixaram dívidas astronômicas para a atual diretoria, com destaque para as que estão em fase final de execução na Fifa.

Por isso, em meio a tanto pessimismo, nada mal assistir a fala do técnico Enderson Moreira com os jogadores, postada pelo canal oficial do clube no Youtube, onde ele diz que o time do Cruzeiro será “intragável”, claro, para os adversários, e não para a sua torcida.

Mas, para que isto aconteça, acho que será preciso um esforço especial da diretoria para contratar mais duas ou três peças que faltam, pois há carência nas duas laterais, mesmo com a chegada do paraguaio Raul Cáceres, além de um meia-atacante e um homem de frente.

Por causa da pandemia, o precioso “tempo para treinar” e buscar o entrosamento do time, motivo de reclamações constantes dos treinadores, não irá faltar.

Sossegou a massa
A torcida do Galo, que andava preocupada diante do alto investimento feito pelo clube em contratações, sossegou o facho depois que ouviu do próprio “mecenas” alvinegro, o empresário Rubens Menin, que a conta está sendo paga por ele, através de empréstimos ao Atlético sem cobrar juros, para ser pago com a venda destes mesmos jogadores no futuro.

“E se não vender não paga”, disse Menin, em entrevista a diversos canais de TV e sites esportivos na semana passada, o que naturalmente deixou os atleticanos mais otimistas do que já são, eufóricos com as possibilidades do novo time que vem sendo montado sob o comando de Jorge Sampaoli.
Até agora, o Galo investiu cerca de R$80 milhões na contratação de reforços, sempre com a chancela do mecenas, valor que deverá aumentar com a vinda de um centroavante e artilheiro.

FIM DE PAPO
• A chamada “MP do Flamengo”, que virou de cabeça para baixo o futebol carioca, já causa as primeiras confusões em outros estados, onde dirigentes de Federações temem que a TV Globo também desista de seus torneios, além de clubes grandes e pequenos com medo de perder receitas, o que aumentaria ainda mais as dificuldades surgidas com a pandemia do coronavírus.

• Causou espanto, saber que a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar à emissora depois de terminado o jogo que fraudou o contrato, entre Flamengo e Boavista, motivo pelo qual houve a rescisão e a desistência da transmissão de todos os demais jogos do torneio. Pior ainda foi saber o que teria motivado a decisão tardia do desembargador responsável pelo julgamento do caso: torcedores rubro-negros teriam identificado seu nome e feito diversas ameaças à ele e à sua família nas redes sociais. Um absurdo!

• No último domingo, a vitória do Flamengo sobre o Volta Redonda (2x0) teve de ser liberada gratuitamente por problemas na plataforma de streaming. No outro jogo da semifinal, transmitido pela TV Globo por força de uma ação judicial proposta pela Federação de Futebol (FERJ), o Fluminense se classificou para a decisão da Taça Rio, ao empatar sem gols com o Botafogo.

O rubro-negro, que venceu o primeiro turno, poderá se sagrar campeão se ganhar também amanhã a Taça Rio, neste que está sendo chamado de “Fla-Flu da pandemia”. E pensar que este clássico Fla-Flu já foi considerado o principal do país, sendo chamado pelo grande Nelson Rodrigues como “o clássico que começou 40 minutos antes do nada, em um tempo imemorial”.

• A poeira levantada por esta “MP do Flamengo” ainda não baixou e, com certeza, por conta da irresponsabilidade de quem está bancando tudo isso, vamos assistir ainda mais bagunça no cenário do futebol carioca e nacional. Apesar dos fins não justificarem os meios, pelo menos se trouxer alguma mudança no modelo desses obsoletos e moribundos estaduais já terá servido para alguma coisa. Porém, tudo o que começa errado tende a piorar, e não há motivos para comemorações. (Fecha o pano!)
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