Operação Sétimo Mandamento mira quadrilha que se apropriava de bens da Igreja Católica no Vale do Mucuri

Divulgação PCMG


Além de dinheiro, pedras preciosas e documentos, operação também recolheu armas

A atuação de um grupo criminoso que se apropriava de bens da Igreja Católica em Teófilo Otoni e outros municípios dos vales, do Mucuri e Rio Doce, é alvo de uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. A operação, denominada Sétimo Mandamento (Não Roubarás) foi deflagrada depois de uma série de denúncias que apontaram fraudes ligadas a imóveis de institutos de assistência social em Teófilo Otoni, Governador Valadares, Galileia e Pavão. Na semana que passou policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos locais.

O delegado da PC, Augusto Drumond, que comandou a Operação Sétimo Mandamento informou que no cumprimento dos mandados de busca, apreensão e prisão, no dia 2 de julho, foram confiscados documentos, servidores de computador, pedras preciosas, cerca de R$ 52 mil em espécie e sete mil euros, além de armas de fogo e munições de procedência suspeita.

“O cumprimento das medidas judiciais e apreensão dos documentos e materiais na operação vai permitir o aprofundamento das investigações. Os materiais apreendidos serão analisados pela equipe de policiais civis para concluir as investigações e apurar o envolvimento das pessoas que já estão sendo investigadas e também se há outras pessoas que ainda não foram identificadas”, afirmou Drumond.

A operação tem participação de integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Governador Valadares, formado por policiais militares, civis e promotores de Justiça.

Conforme os levantamentos, os investigados estariam se apropriando do patrimônio das instituições e fazendo doações, usando para isso “laranjas”. Uma das ilegalidades já apuradas aponta que houve o desvio de imóveis, veículos e pedras preciosas. As negociações teriam alcançado a cifra de R$ 6 milhões. Conforme o Gaeco foram identificados 17 pessoas envolvidas nas fraudes, mas o número pode aumentar conforme o avanço das investigações.

Um dos alvos da operação em Teofilo Otoni foi um sacerdote que é ex-vigário geral da cidade. Durante as buscas em uma casa de acolhimento, onde ele se encontrava, foram encontradas duas armas de fogo (uma garrucha e uma espingarda polveira). Por isso o padre chegou a ser preso, mas explicou que as armas eram de um idoso que tinha sido acolhido e deixadas no local depois de sua morte. O padre foi ouvido na delegacia e liberado após pagamento de fiança.

Nota da Diocese

Por meio de nota, a Diocese de Teófilo Otoni alegou que, suas dependências “foram surpreendidas” com a “Operação Sétimo Mandamento” e que, atualmente, não tem nenhum instituto de assistência social sob sua gestão como no passado.

A instituição acrescenta que acolhe as investigações “com serenidade e espirito de colaboração com a justiça, na expectativa de que se possam esclarecer dúvidas e fatos que, eventualmente, tragam sofrimento e angustia para seus fiéis”.

Na nota, a Diocese faz menções ao direito canônico e uma citação bíblica – “quem caminha no escuro não sabe para onde vai”.
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Comentários

Jaime 04 de julho, 2020 | 11:26
E muito triste quando certos individuos usa religiao pra se dar bem .enganando os outros .infelizmente vemos isso em varias religiao uns para ser eleito na politica etc.

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