Em encontro de prefeitos, fechamento total do comércio na região é descartado

Durante reunião, foi discutida a criação de um modelo para que todas as decisões da macrorregião sejam padronizadas


Em reunião promovida na manhã desta segunda-feira (29), na Fiemg Regional Vale do Aço, em Ipatinga, a Comissão de Unidade de Ação Metropolitana buscou medidas conjuntas de gestão da crise da covid-19 na região. O objetivo foi tentar alinhamento de todos os municípios em relação a um modelo de tomada de decisões, de fechamento ou não das cidades diante da pandemia de covid-19, mas que se obedeça a critérios padronizados para toda a Região Metropolitana.

A comissão é composta pelos prefeitos da Região Metropolitana do Vale do Aço (Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso), representantes da ARMVA, da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano e da Fiemg Regional Vale do Aço.

Conforme o diretor-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço (ARMVA), João Luiz Teixeira Andrade, essa proposta foi amadurecida e houve a adesão prévia de três municípios. “O modelo só será aplicado se todos os municípios aderirem”, adiantou João Luiz, que não citou qual município ainda não aderiu à proposta. “Um deles [município] está levando a proposta para seu Comitê Gestor de Crise. Nos próximos dias haverá decisão definitiva”, pontuou.

Ainda conforme o diretor-geral da ARMVA, a possibilidade de lockdown (fechamento total) não foi tratada no encontro. “Não se discute nem pelo âmbito do governo estadual e nem municipal uma possibilidade de lockdown (fechamento total). Essa hipótese não é trabalhada no momento. O que se discute agora é como as definições serão tomadas”, explicou.

João acrescentou que o importante agora é fazer o “monitoramento com base na taxa de ocupação de leitos da macrorregião e indicador da taxa de contaminação, que mostra quantas pessoas uma pessoa contamina. No padrão de 1 é o cenário em que a pandemia está controlada, pois uma pessoa contamina apenas uma outra pessoa”.

O superintendente Regional de Saúde na unidade de Coronel Fabriciano, Ernany Duque de Oliveira, disse que a situação da região é de alerta, e que as ações devem englobar a macrorregião do Vale do Aço.

“A reunião de hoje foi um avanço para tomarmos medidas de unificação e padronização para tomada de decisões. Na reunião de hoje não foi tocado no assunto lockdown. O ideal é que tenhamos um modelo assistencial padronizado, baseado em indicadores”, afirmou.

Ernany ainda contou que é aguardada nesta semana a chegada de 25 equipamentos (respiradores) para a região de Ipatinga, para o Hospital Municipal e Hospital Márcio Cunha (HMC). “Foi assinado um termo de cessão desses equipamentos na sexta-feira (26), pelo município e pelo HMC. Até o meio da semana eles devem chegar”.


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Comentários

Rosa 30 de junho, 2020 | 14:20
Prefeito de Cel. Fabriciano é um irresponsável, quanto a este papo "sai quem quer", não tem este papo não se você é empregado tem que ir trabalhar é descontado os dias ou demitido c o lokdwn, todos tem que ficar em casa dando mais segurança para a população, se a situação não estivesse tão crítica não seria a favor, mas estamos em situação de total insegurança para trabalhar e nem garantia de leitos se precisarmos nos teremos...pensem prefeitos com a vida não se brinca. E tem empresário que abre o comércio mas não fica lá não vai para casa se cuidar e cuidar dos seus, muito triste.
Cidadao 30 de junho, 2020 | 10:10
Bom dia!
Sra. Julia Silva, o hospital não pertence à Ipatinga, de forma que prestasse atendimento somente a munícipe. O hospital pertence ao SUS, o sistema único de saúde é para todos, mesmo com as limitações que todos nós já conhecemos. Vc Júlia poderia estar no Amazonas, que vc teria direito de ser atendida, de forma igualitária a um nativo!
Julia Silva 30 de junho, 2020 | 07:27
Eu acho que quem morra em Ipatinga tinha que ter prioridade já cansei de ver gente de fora tendo prioridade sendo que o hospital pertence a Ipatinga aos moradores de Ipatinga .....
Em tempo de pandemia as cidades pequenas como interior deveriam fechar já que as condições das cidades são poucas não está cabendo nem os moradores da própria cidade e ainda tem que atende outras cidades vizinhas ????
Tinho 29 de junho, 2020 | 23:06
Ninguém está obrigando aos reclamões de plantão a saírem na rua. Simples! Fiquem em casa e deixe cada um fazer o que quiser da vida dele.
Shesheu 29 de junho, 2020 | 21:38
Enquanto isso, a população conta seus mortos! "Senhor, tenha misericórdia de nós".
Christiano Andrade 29 de junho, 2020 | 19:49
Infelizmente a chamada imunidade de rebanho sendo aplicada no Vale do aço, para manter a economia paga-se com a vida de idosos portadores de comorbidades e também jovens saudáveis que também vão entrar no número de mortes. Triste realidade de uma gestão irresponsável.
Joseph 29 de junho, 2020 | 17:51
Penso que cada pessoa tem de se cuidar, as recomendações estão aí pra todo lado, todo mundo sabe que não podem se aglomerar, não podem sair às ruas sem máscaras, tem de manter o distanciamento, mesmo com máscaras. Mas, o que vejo na rua, são pessoas descuidadas, despreocupadas, insensíveis e não seguindo as recomendações, e ficam cobrando ações dos governantes, vamos deixar de ser hipocritas, se cada um fizer sua parte, com certeza teremos menos contaminados e consequente reduziremos o número de óbitos. Pensem nisso!
Rodrigues 29 de junho, 2020 | 16:15
Aposto que o prefeito que não aceitou fechar tudo foi o prefeito de Coronel Fabriciano.
Porque ele é o único que ja tentou voltar as aulas presenciais além de algumas falas grosseiras..
Beto 29 de junho, 2020 | 15:44
Um bando de irresponsáveis preocupados em salvar CNPJ e deixando a vida humana em segundo plano. É consenso no mundo que sem isolamento social não se consegue barrar o contágio. A população de qualquer país, com raríssimas excessões só se confina compulsoriamente porque são várias opiniões diferentes e no geral falta empatia e senso de responsabilidade com o coletivo ainda mais no nosso caso, quando temos um presidente negacionista que até hoje não pensou em uma política unificada de combate à Covid-19. Todo e qualquer virologista responsável afirma que seis semanas de isolamento seriam suficientes pra voltarmos ao mais próximo da "normalidade", mas enquanto as nossas lideranças usarem a disponibilidade de leitos e respiradores como parâmetro para flexibilizar ou fechar, alcançaremos, pela contaminação, a chamada imunidade de rebanho com o preço de centenas de milhares de vidas perdidas. Tivemos a sorte de ver a experiência de outras nações que nos antecederam e deixamos escapar simplesmente por termos um desgoverno que sequer consegue manter um ministro da saúde efetivo mais o azar de estarmos em um ano de eleições municipais quando os atuais prefeitos e vereadores têm medo de agir e não se reelegeram. Se depender do meu voto, nenhum deles ocupam as suas cadeiras novamente.
Thiago 29 de junho, 2020 | 13:57
Isso aí prefeito tem meu apoio
Fecha pra quer não vai adianta em nada
Deixa tudo aberto quem pega vai pega
Coisa vai melhorar só dia que algum parente de algum político pegar

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