Dançando para não dançar

Apresentações de dança mostradas em espaço virtual em tempos de pandemia

A programação da série Dança #EmCasaComSesc, que apresenta uma atração diferente sempre às terças e quintas-feiras, às 21h30, traz esta semana dois novos espetáculos para o público: Toda Vez que me Despeço, com Diogo Granato, na terça-feira (20), e A Dança do Dia, com Key Sawao e Ricardo Iazzetta, na quinta-feira (2).

Haroldo Sabóia/Divulgação SescSP


Diogo Granato relembra danças, momentos, trabalhos, alunos e parceiros
Toda Vez que me Despeço, de Diogo Granato, é um improviso cênico virtual: uma despedida, uma celebração. No meio da pandemia, ele faz o último trabalho em seu estúdio, relembrando danças, momentos, trabalhos, alunos, parceiros e companhias, transformando tudo em apresentação ao vivo.

Uma mistura de criações e emoções, lembranças e movimentos, improvisos e coreografias, com momentos dos trabalhos-solo Aretha, Sketchbook, Graxa, Mulher Diaba e Dr. AmorEstranho, além de trechos de trabalhos dos grupos em que atua, como o Silenciosas, a Mais Companhia e a Cia Nova Dança 4.

Já a dupla Key Sawao e Ricardo Iazzetta, parceiros artísticos que dirigem a KZ&C - Key Zetta e Cia., celebram a linguagem da dança na apresentação A Dança do Dia. Juntos, eles exploram o ir e vir no tempo, onde diferentes espaços, pensamentos e gestos surgem como atravessamentos, se atualizam e criam a dança de hoje. A dança do dia se apresenta como um agradecimento.

Key Sawao e Ricardo Iazzetta se lançam na proposta deste encontro através do corpo e do movimento, de afetar e ser afetado pela experiência do momento, habitando a zona do acontecimento mais imediato.

A série Dança #EmCasaComSesc apresenta uma atração diferente todas as terças e quintas-feiras, às 21h30, no formato de solos, duplas ou com mais integrantes - desde que estes já estejam dividindo o mesmo espaço neste período de quarentena - podendo ser coreografias na íntegra, trechos de obras ou adaptações, de acordo com o espaço e proposta de cada trabalho.

Criz Lira/Divulgação SescSP


Parceiros na dança, Key Sawao e Ricardo Iazzetta mostram A Dança do Dia
As apresentações têm duração de até 50 minutos. Em tom intimista, os artistas são convidados a fazerem comentários sobre o trabalho após a performance. Nesta linguagem, a experiência das diversas edições da Bienal Sesc de Dança, que teve a 11ª edição em setembro de 2019, possibilita a expansão da atuação digital da instituição.

A programação tem como foco abranger o maior número de vertentes e movimentos da dança, em suas expressões, diversidades e poéticas de corpos, dentro das muitas áreas de pesquisa, como a clássica, urbana, contemporânea, performática e experimental.

A iniciativa faz parte das diversas ações digitais que expandem a atuação da instituição no campo virtual, como a plataforma do Sesc Digital e a programação de transmissões de música e teatro da série Sesc Ao Vivo.

As artes, em todas as suas linguagens, têm sido altamente impactadas pelas restrições de convívio social e pela suspensão das contratações dos artistas e de toda a cadeia de criação e produção.

O desenvolvimento da Plataforma Sesc Digital expressa nossa preocupação com a expansão da atuação social do Sesc para o ambiente digital, comenta Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo.

"Acreditamos ser possível, ainda que desafiadora, a experimentação de uma prática cênica, performativa, em novos formatos, gramáticas e suportes. Pretendemos contemplar outras linguagens artísticas em nossas transmissões ao vivo nos próximos dias", conclui Danilo.

Criz Lira/Divulgação SescSP


A experiência do momento, habitando a zona do acontecimento mais imediato
Dança na TV
Além das lives, o público interessado em dança pode conferir também a série Dança Contemporânea, exibida desde 2009 pelo SescTV, e que acaba de ganhar nova temporada no canal e na internet. Os 13 novos episódios propõem um olhar plural para a dança contemporânea no país a partir das poéticas do corpo negro.

Integrados ao projeto #Do13ao20 - (Re)Existência do Povo Negro, que propõe diálogos sobre a condição social da população negra e objetiva reiterar os valores institucionais, o reconhecimento das lutas, conquistas, realidades e manifestações do povo negro, a curadoria da temporada é assinada pela artista, gestora cultural e cientista social Gal Martins.

Sua proposta evidencia a corporalidade plural nas danças contemporâneas com o intuito de fazer presente, com dignidade, a multiplicidade de vozes que compõem o universo dança em todo o país, contemplando os corpos negros, femininos, periféricos, gordos, LGBTQI+ e tantos outros.

Além de Encruzilhada, do Grupo Fragmento Urbano, estão na temporada: Arquivo Negro - Passos Largos em Caminhos Estreitos - Cia Pé no Mundo; Noite de Solos – apresentações e Depoimentos para Fissurar a Pele - Núcleo Djalma Moura e Corredeira - Nave Gris Cia Cênica; Filhxs -da- P°##@ - TODA - Coletivo Calcâneos; Herança Sagrada - A Corte de Oxalá, com o Balé Folclórico da Bahia; Cria - Cia. Suave.

E ainda Eles Fazem Dança Contemporânea – com Leandro Souza; Anonimato - Orikís aos Mitos Pessoais Desaparecidos – Cia. Treme Terra; Subterrâneo - Gumboot Dance Brasil; 5 Passos para não Cair no Abismo – Cia. Urbana de Dança; Mulheres do Àse - com Edileusa Santos; Sons D’Oeste - Trupe Benkady, e Mensagens de Moçambique - Taanteatro Companhia.
Saiba mais em sescsp.org.br.
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