Criança de um ano tem pernas e braço quebrados, em Ipatinga

Polícia e conselho tutelar investigam como ocorreram as fraturas na criança; mãe e padrasto negam autoria da agressão

Arquivo / Diário do Aço


A Polícia Civil abriu investigação para apurar em qual situação uma criança, que completou um ano de idade neste sábado (27), fraturou as duas pernas e o braço esquerdo. Os maus tratos foram descobertos na sexta-feira (26), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Ipatinga, quando a mãe levou a filha para saber o que estava ocorrendo com a criança, que apresentava inchaço em um dos dedos da mão esquerda.

Por volta das 14h de sexta-feira, a equipe do sargento Marcos José foi acionada por uma das conselheiras tutelares de Ipatinga. Ela havia sido chamada à UPA pelo médico de plantão depois de o profissional constatar que uma menina de um ano de idade estava com fraturas nas duas pernas e no braço esquerdo. A suspeita do médico é que a criança foi vítima de maus tratos, o que ainda precisa ser investigado.

Os policiais conversaram com a mãe da criança, a dona de casa D.C.M.X., de 20 anos, que disse não saber o que aconteceu com a filha. Ela alega que na quinta-feira (25), ao trocar a roupa na menina, notou que ela não conseguiu firmar as pernas e estava com um dedo da mão esquerda com a aparência de estar inchado.

Ela afirma que chamou o companheiro, ajudante E.C.O., de 24 anos, para irem ao médico, mas ele disse que não poderia ir, pois tinha que trabalhar. D.C. resolveu sozinha levar a filha à UPA, quando se descobriu a situação da criança. Aos PMs, a jovem disse que há um mês a filha caiu de uma cadeira de balanço, mas como a menina só apresentou um hematoma no rosto, não se preocupou em levá-la ao médico.

E.C. foi encontrado na casa onde mora. O jovem, que não é o pai da criança, também disse aos policiais militares que não fez nada de errado com a menina. O casal foi conduzido para o plantão da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil para prestar esclarecimentos e a criança ficou com a avó materna.

Casal negou saber o que aconteceu com a criança

A reportagem do Diário do Aço conversou com os dois suspeitos (mãe e o padrasto) enquanto prestavam depoimentos ao delegado plantonista Vinícius Ferreira. E.C.O. disse que é de Pernambuco e está morando com D.C. há quatro meses. “Não sei o que aconteceu, pois fico o dia todo fora de casa trabalhando. Eu não faria isso (bater na criança), nunca fiz”, relatou o ajudante.

Já a jovem afirmou que também não sabe o que aconteceu, mas confirmou que a filha havia caído. Entretanto, não soube dizer se foi isso que provocou as fraturas. “Não estou escondendo nada. Realmente não sei o que ocorreu”, afirmou a jovem depois de ser ouvida na Delegacia Regional.

Ao Diário do Aço, o delegado Vinícius informou que instaurou uma investigação por portaria para melhor esclarecimento da situação. Ele explicou que não tem como, em um primeiro momento, definir algo em relação ao casal que prestou depoimento e negou qualquer agressão à criança. O caso também vai ser acompanhando pelo Conselho Tutelar.
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Comentários

Bel 28 de junho, 2020 | 12:03
Tem que investigar mesmo. Porém é preciso avaliar se a criança não tem Osteogênese Imperfecta.

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