Nuvem de gafanhotos se aproxima e deixa fronteira Argentina/Brasil em estado de alerta


Nuvem de gafanhotos causou estrago em plantações de milho na Argentina e pode chegar ao Brasil

Produtores rurais e o governo da Argentina monitoram o deslocamento de uma nuvem de gafanhotos no país, em direção ao Brasil.

Os insetos vieram do Paraguai e avançam em direção a fronteira do Brasil com o Uruguai. Apesar de se deslocarem rapidamente – cerca de 100 quilômetros em um dia – os gafanhotos não apresentam risco aos seres humanos, mas podem causar danos a plantações e pastagens.

O aparecimento da nuvem de gafanhotos nesta segunda-feira (22), na Argentina, prejudicou severamente produções de milho e mandioca, assustando produtores rurais, assim como entidades do governo do país.

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina publicou um mapa com alerta da praga em que é possível ver uma faixa vermelha que representa ‘perigo’. Regiões da fronteira oeste do Rio Grande do Sul estão no alerta dos argentinos.

O governo de Córdoba, província argentina ao Norte, também alertou para a passagem dos gafanhotos na região. Conforme o comunicado do Senasa, a infestação tem alto poder destrutivo de plantações. “Deve-se lembrar que em aproximadamente um quilômetro quadrado, até 40 milhões de insetos podem ser mobilizados, comendo pastagens equivalentes ao que 2.000 vacas podem consumir em um dia”.



Entenda o que é



Em um ano em que muitas pessoas estão atormentadas com a pandemia de covid-19, que força a maioria a mudar suas rotinas, planos profissionais e familiares, a notícia a respeito da aproximação da nuvem de gafanhotos no Sul do Brasil virou motivo para muita discussão. "Estamos vivendo as sete pragas do Egito?", indagou uma internauta.

Entretanto, a nuvem de gafanhotos não tem nada de sobrenatural. As formações com os insetos surgem quando ocorre aumento anormal na quantidade de gafanhotos em uma região.

Na falta de alimentos para todos, os insetos passam a se deslocar em busca de comida, o que pode incluir plantações e áreas de cultivo agrícola. Assim que acaba o alimento em determinado lugar onde a revoada parou, mudam-se novamente e assim sucessivamente.

As alterações climáticas, com mudanças na temperatura, na umidade do ambiente ou no índice de chuvas podem fazer com que mais gafanhotos nasçam a partir dos ovos postos pelas fêmeas. Quando ocorre a superpopulação o deslocamento é inevitável.

E os pesquisadores apontam que, quando uma nuvem ataca, o único jeito é apelar para as aplicações de inseticida, que diminuem a concentração de insetos. O lançamento de quantidades suficientes de veneno, entretanto, tem forte impacto no meio ambiente local. (Com informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa)

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Comentários

Isaac Júnior 28 de junho, 2020 | 15:29
Este fenômeno é um resultado, de desequilíbrio ambiental.
Adenilce Gonçalves Teixeira Souza 24 de junho, 2020 | 14:32
Meta veneno neles ,assim eles morrem ,,,,morem as plantas; Mas eles também vai pro saco
Noelha Oliveira Santos 24 de junho, 2020 | 08:50
Com certeza estamos vivendo últimos dias e na bíblia fala que no fim dos tempos haveria tempos críticos difícil de manejar. Está aí, só quem não acredita em Deus e na bíblia não vai acreditar que estamos no fim do mundo. 2 Timóteo:3. Assim como a invasão dos gafanhotos em e. Joel 1:4, 2: 7,9,20. Apocalipse: 9: 1-11.

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