Cinco lotes da duplicação da BR-381 ficam à espera da concessão

Senador Carlos Viana afirma que recursos públicos serão usados apenas para concluir os lotes 3.1 e 7 da rodovia

Alex Ferreira


Nova ponte foi construída sobre o ribeirão Severo, em Antônio Dias, BR-381

Apenas os lotes 3.1 e 7, da BR-381 Norte, serão duplicados com recursos públicos e os demais terão suas obras executadas pela iniciativa privada. A informação é do senador mineiro Carlos Viana (PSD), que falou ao Diário do Aço sobre a concessão, esperada para o ano que vem. A rodovia tem sido motivo de pauta e discussões ao longo dos últimos anos. Desacreditada por muitos, a entrega das melhorias na rodovia avança, mas as obras não serão concluídas em 2020.

O senador pontua que a concessão da BR-381 é um dos compromissos mais importantes que tem em seu mandato, para Minas Gerais. No ano passado, detalha, foram realizadas várias reuniões com o Ministério da Infraestrutura sobre o assunto. Ele acrescenta que conseguiu, juntamente à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), chegar a um edital, ou pelo menos uma proposta, que entende ser a melhor para todos.

“Esse documento está sendo analisado pela Advocacia Geral da União (AGU) e também será avaliado pelo Tribunal de Contas. Acreditamos, inclusive tenho conversado muito com o ministro Tarcísio Freitas, que será colocado em praça no primeiro semestre de 2021. A previsão era de que no segundo semestre desse ano já teríamos uma solução, uma empresa escolhida, mas com a pandemia e o mundo todo passando por um momento muito delicado, é melhor que esperemos até o ano que vem, para que a proposta seja a melhor para todos nós, mineiros e brasileiros”, aponta.

Carlos Viana salienta que com o dólar em alta, as empresas estrangeiras são atraídas. “Já temos, inclusive, um grande conglomerado chinês na área de construção que vem buscando informações sobre a duplicação da 381. Portanto, acredito que no primeiro semestre de 2021 já teremos o edital, com a empresa escolhida, e até o fim do ano todos os detalhes dessa concessão de pedágio, quais os trechos e prazos, já estarão definidos”, vislumbra.

Concessão

Questionado sobre quais lotes serão de fato duplicados, Viana detalha que somente o 3.1 da BR-381, subtrecho entre o trevo de Jaguaraçu e o ribeirão Prainha e o lote 7 entre o rio Una e Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Esse é um acordo que temos com o Governo Federal. Até o fim de outubro de 2020, um total de 66 km duplicados serão entregues à população de Minas Gerais. Nossa luta, no ano passado, foi não deixar também que a obra parasse, conseguir mais recursos para que ela pudesse ser efetivada em 2020 e conseguimos. Um recurso extra no orçamento e, até outubro, temos o compromisso do Ministério da Infraestrutura de entregar 66 km prontos para a população”, adianta o senador.

Em seu ponto de vista, naturalmente o fato vai dar um reforço maior no edital para a concessão à iniciativa privada, no ano que vem. “Fora os lotes 3.1 e 7, nenhum outro será duplicado, todos irão para concessão. Portanto, as obras que não estão inclusas nessa proposta para a duplicação até outubro serão feitas pela iniciativa privada. Aquelas, inclusive, que infelizmente não foram bem-sucedidas em editais anteriores, a decisão é essa. A empresa que assumir a concessão terá de realizar todo o trabalho que falta para a duplicação da BR-381”, salienta.

Andamento

No mês de maio, o Ministério da Infraestrutura informou que liberou mais seis quilômetros de pista duplicada na BR-381. O segmento aberto ao tráfego fica próximo ao município de Caeté e inclui a entrega de um viaduto de 600 metros, que elimina uma curva de 1,2 quilômetro existente no trajeto entre Belo Horizonte e Governador Valadares, na região Leste de Minas Gerais, além de duas pontes sobre o rio do Peixe. Esses seis quilômetros fazem parte do lote 7 das obras de duplicação e melhoramentos da BR-381, localizado entre o rio Una e Caeté. Com os outros sete quilômetros que foram liberados em fevereiro deste ano, no lote 3.1 (trecho situado entre Jaguaruçu e ribeirão Prainha) e os outros nove liberados em março, no lote 7 (trecho situado entre rio Una e Trevo de Caeté), já são 22 quilômetros de pista duplicada entregue ao tráfego pelo Dnit.

Em 2019, foram liberados 15 quilômetros. O lote 7 passa a contar com 15 quilômetros de pista duplicada, de um total de 37,5 quilômetros. Das 11 Obras de Arte Especiais previstas (OAE - pontes, viadutos rodoviários e passarelas) seis pontes, dois viadutos e duas passarelas estão concluídos, sendo que a última passarela, localizada no km 422, está 100% montada, faltando apenas acabamentos. Com 28,6 quilômetros de extensão, o lote 3.1 apresenta 12,7 quilômetros contínuos de pista duplicada concluídos, incluindo os túneis Antônio Dias e Prainha. Das 12 OAEs previstas, nove estão concluídas, duas em andamento, faltando iniciar apenas a ponte do ribeirão Prainha. Naquele mês, a expectativa do Dnit era entregar os lotes 3.1 e 7 totalmente modernizados e duplicados ainda este ano.

Perspectiva de conclusão

O senador Carlos Viana disse ainda estar otimista e que acredita que com a concessão sendo feita no ano que vem, a duplicação do trecho até Governador Valadares deve ocorrer no mais tardar em cinco ou sete anos. Já a estrada, a BR-262, ligando João Monlevade ao Espírito Santo, essa sim deverá levar um prazo maior. “Talvez dez, 11 anos, porque é uma área muito difícil, um projeto de geografia muito delicado. Mas até Governador Valadares, acredito que tenhamos um prazo bem menor e estou muito otimista com relação à obra, já a partir do ano que vem”, anseia.

Viana pondera que tem noção das dúvidas em razão da pandemia, mas que a economia brasileira pode reagir rapidamente. “E repito, com o dólar a R$ 5 o câmbio, gera a possibilidade de pagamento rápido das dívidas, de retomada da economia, juntamente com juros negativos. Essa alavanca vai nos favorecer e naturalmente essas obras de infraestrutura vão atrair investimento estrangeiro. Teremos a possibilidade de vencer essa questão da pandemia e reativar a economia muito mais rapidamente. Deixo aqui minha palavra de otimismo com relação à BR-381, a toda população do nosso Vale do Aço e também ao Leste de Minas”, conclui.

Alex Ferreira

Como está sendo feita a nova pista da BR 381. Imagens do lote 3.1 em Antônio Dias
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Comentários

Waine Alfenas 24 de junho, 2020 | 04:25
Essa obra já recebeu verbas para ser concluída há muitos anos e outra tem lotes que não tem nem licitação do projeto ou seja nunca sairá do papel. Kd o asfalto da MG760 ajudaria muito escoar a produção. O que fizeram com o dinheiro? Não tem nenhum projeto ligando a alça viária do Vale do aço a BR381. Conversa pra boi dormi. Os combustíveis com um preço praticado por um cartel instalado aqui ao qual o MPU nem a polícia investiga. Os fretes absurdos. Se essa estrada não estiver duplicada em 02 anos. O vale do aço será vale fantasma. Não tem como escoar a produção. Não tem malha ferroviária, não tem estrada. Não tem aeroporto. O que tem é muito político safado paraquedista que vem querer fazer palanque. Acorda povo as eleições estão aí. Favor votarem direito e não reeleger nenhum político paraquedista. O vale do aço é rico cheio de pessoas maravilhosas. Lugar lindo. Temos que dizer não para esses corruptos. Queremos uma auditoria nas contas da BR381 e da LMG760. Aproveitando queremos as contas do CEFET TIMOTEO e INSS todas obras federais do vale do aço
Odair Simâo 23 de junho, 2020 | 20:41
Sr deputado o que osr tem na mente ta louco cobrar pedagio em rodovia q nem ta pronta o sr ta cpm poblema ou é parente do gov de sao paulo pedagio até em estrada de terra
José dos Anjos Barros 23 de junho, 2020 | 20:17
Cobrando pedágio n tem problema desde que faca duplicação com concreto como está sendo feito desde que não coloque asfalto
Pedro 23 de junho, 2020 | 19:52
PEDÁGIO NÃO! PEDÁGIO NÃO! PEDÁGIO NÃO! A 381 vai se tornar a MG 760 que tem 30 anos que não se conclui e político fazendo média em cima da 760 e agora esse tal de VIANA sendo otimista com a conclusão da 381 que pode demorar até uns 15 anos e já querendo cobrar PEDÁGIOS?
Pedro 23 de junho, 2020 | 19:48
PEDÁGIO NÃO! PEDÁGIO NÃO! PEDÁGIO NÃO! A 381 vai se tornar a MG 760 que tem 30 anos que não se conclui e político fazendo média em cima da 760 e agora esse tal de VIANA sendo otimista com a conclusão da 381 que pode demorar até uns 15 anos e já querendo cobrar PEDÁGIOS?
Pedro Magalhães 23 de junho, 2020 | 12:36
Os mineiros estão muito mal representados tanto na Câmara federal, como no senado federal; está duplicação já era para esta é toda concluída, dado a importância da BR381, não só para oss mineiros como para todos brasileiros.
Helio Castro 23 de junho, 2020 | 11:45
Esses politicos sao muito espertos ,querendo passar para iniciativa privada oq e obrigacao deles ,pagamos um absurdo de ipva ,e querem colocar pedagios carissimos na rodovia ,nossa regiao sempre foi esquecida pelos politicos ,sem falar com esses pedagios, todas as mercadorias ficariam mais caras para chegar ate nossa regiao .
Fernando Braz de Souza 23 de junho, 2020 | 10:55
Iniciativa privada=Pedágio
Não vejo problemas, desde que a concessionária que ganhar faça todas a duplicação em pouco tempo, e que o valor do pedágio, não seja integral, enquanto a duplicação não se conclua, mas proporcional aos trechos que ela deveria duplicar.
Joanas 23 de junho, 2020 | 10:43
E importante salientar sr. Carlos viana pedagio so com a rodovia tatalmente duplicada o povo esta atento .

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