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11 de junho, de 2020 | 18:30

Comércio fabricianense registra pouco movimento na tarde do feriado

Maior parte das lojas da cidade funcionou no período da manhã, na antevéspera do Dia dos Namorados

Wôlmer Ezequiel
Registro feito na rua Pedro Nolasco, por volta das 14h de quinta-feiraRegistro feito na rua Pedro Nolasco, por volta das 14h de quinta-feira

O movimento no comércio de Coronel Fabriciano era reduzido na tarde desta quinta-feira (11). Em razão do feriado de Corpus Christi, e de um entrave quanto ao entendimento entre sindicatos que representam os lojistas e os trabalhadores do setor, e o que diz o decreto municipal, comerciantes optaram por não permanecer com as portas abertas durante todo o dia. Quem manteve o funcionamento o fez apenas com mão de obra dos proprietários. A autorização para as atividades comerciais na data era de 8h as 18h, ficando a critério do lojista abrir ou não.

O Diário do Aço esteve na área central da cidade, por volta das 14h. A essa hora já não havia praticamente nenhum movimento. Algumas lojas de vestuário, informática e lanchonetes mantiveram atendimento. A sócia-proprietária da loja de roupas Carmô, Edmárcia Ferreira, explicou que o decreto municipal assegurava o funcionamento das 8h às 18h, mas que o Sindicato dos Empregadores no Comércio de Timóteo e Coronel Fabriciano (Secteo) discordou quanto às leis trabalhistas.

“Diante disso, ficou definido no grupo do comércio que muitos lojistas abririam das 8h às 13h. A data aqui para nós foi muito boa, porque trabalhamos com artigos masculinos e femininos. Alguns aproveitaram o feriado para fazer compras hoje, pela manhã”, relatou.

Bruna Lage
Na loja Carmô, proprietárias mantiveram estabelecimento funcionando, mas sem funcionáriosNa loja Carmô, proprietárias mantiveram estabelecimento funcionando, mas sem funcionários
Motivação

Longe das compras, Jéssica Cristina precisou sair de casa para resolver problemas variados. “Eu sou casada, mas infelizmente a verba não dá para comprar presente. Eu tive de vir ao Centro e vim sozinha. Tenho dois filhos, então evito circular sem necessidade, assim reduzo o risco de levar doença para casa. Vi bastante movimento na rua hoje, lojas de chocolate principalmente. Fico assustada porque tenho asma, saio uma vez por mês e olhe lá”, contou.
De passagem pelo Centro, Ana Luiza Silva e Emanuely Rodrigues estavam voltando de uma viagem. “Mesmo com o comércio aberto, não temos andado muito. Temos certo receio por causa do coronavírus, e sempre usamos máscara quando saímos”, asseguraram.

Imbróglio

Conforme divulgado pelo Diário do Aço, um carro de som circulou pelas ruas do Centro de Coronel Fabriciano na última quarta-feira (10), anunciando que os lojistas não poderiam convocar mão de obra dos funcionários para o trabalho no feriado de Corpus Christi. O anúncio foi feito pelo Secteo. Conforme a presidente do sindicato, Milene de Almeida Silva, os novos decretos municipais estabelecem o horário de funcionamento do comércio, incluindo no feriado de quinta-feira, porém, existe uma Convenção Coletiva assinada, que vale até o dia 30 de setembro de 2021, que estabelece a jornada de trabalho dos funcionários nessas cidades.

“Inclusive, existe uma cláusula na convenção que afirma que para as empresas utilizarem a mão de obra de funcionários nos feriados, é preciso ter um acordo com o sindicato, o que não foi feito. Portanto, a Medida Provisória 927 não pode sobrepor a convenção coletiva dos trabalhadores”, explicou.

Resposta

Já a assessoria de Comunicação do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços (Sindcomércio) do Vale do Aço informou que a Medida Provisória, referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), prevê o aproveitamento e antecipação de feriados no período da pandemia do novo coronavírus (covid-19). “No texto da Medida Provisória fica claro que empregado e empregador poderão celebrar acordo individual escrito, que terá preponderância sobre os demais instrumentos normativos, legais e negociais, respeitados os limites estabelecidos na Constituição", apontou o sindicato.
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