Brasil busca acordo para fazer vacina contra o coronavírus

Países da União Europeia também criam aliança para garantir acesso rápido à vacina contra a covid-19

Com agências

O Brasil está em negociação para se tornar um dos produtores mundiais da vacina contra a covid-19, que está em desenvolvimento pela Universidade de Orxford, em parceria com a AstraZeneca.

A produção brasileira abasteceria toda a América Latina. O acordo do governo com a iniciativa privada colocaria o Brasil na dianteira, em um momento em que corria o risco de estar no fim da fila da vacina. O valor do investimento ainda não foi divulgado.

O medicamento, depois de testado e liberado para a produção em massa, poderia ser feito tanto no Instituto Butatã, em São Paulo, quanto pela Fiocruz, no rio de Janeiro.

A estimativa é que até meados de 2021 uma eventual vacina contra a covid-19 esteja em produção, conforme estimativa da infectologista brasileira, Sue Ann Clemens, diretora da Iniciativa Global de Saúde da Universidade de Siena e pesquisadora da Unifesp.

Atualmente mais de 100 vacinas contra a covid-19 estão em desenvolvimento no mundo e a de Oxford é a que está na fase mais avançada das testagens (fase 3), que vai aferir a eficácia da imunização em cerca de 10 mil pessoas.

A vacina para a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca será testada em junho no Brasil, informou na quarta-feira (3) a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), responsável por coordenar o estudo. Atualmente são recrutados dois mil voluntários para os testes, no Brasil.

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Quatro países da UE querem acesso rápido à vacina

Quatro países da União Europeia decidiram unir suas forças para garantir o acesso rápido a uma futura vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2.

Alemanha, França, Itália e Países Baixos formaram uma aliança para negociar com potenciais produtores e empresas farmacêuticas para garantir a fabricação de uma eventual vacina em território europeu e o acesso ao medicamento em todo o bloco.

Além disso, os quatro Estados-membros da UE querem assegurar que a vacina seja distribuída em países pobres, especialmente na África. Segundo comunicado do Ministério da Saúde dos Países Baixos, os integrantes da aliança estão "convencidos de que, para alcançar resultados, é preciso uma estratégia e investimentos conjuntos".

O ministro italiano das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, já havia defendido anteriormente a formação de uma aliança internacional para o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19, alertando para a falta de coordenação entre os países.
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