Rodriguinho relata bastidores da queda celeste

Bruno Haddad


Meia relatou o clima ruim que se instalou entre os jogadores

Seis meses após a queda do Cruzeiro para a Série B do Campeonato Brasileiro, o meia Rodriguinho, em entrevista à ESPN, contou um pouco como foram os bastidores do rebaixamento inédito do clube.

O meia, que deixou o Cruzeiro em fevereiro deste ano e atualmente integra o elenco do Bahia, disse que o declínio começou após as denúncias de irregularidades financeiras supostamente cometidas da diretoria, em matéria publicada pelo Fantástico, da TV Globo, em maio de 2019.

“A partir dali é que as coisas ficaram bem claras para gente, que o clube estava devastado. Só que era uma maquiagem muito boa para todo mundo, ninguém percebia. Até então estava tudo organizado, tudo certo. A gente não estava tendo nenhum problema”, contou. Naquele momento, o time fazia boa campanha na fase inicial da Copa Libertadores.

“Foi se desenhando um cenário caótico. E aquilo ali se refletiu dentro de campo. E muito forte, porque estava todo mundo abalado com as coisas que estavam acontecendo. Daqui a pouco começou a ter problema de treinador, problema de jogador com jogador, problema de jogador com treinador... virou uma bagunça! Jogador não aceitava ficar no banco, jogava colete e saia do treino, não ia para a viagem... Virou terra de ninguém! E isso foi cada vez piorando mais”, detalhou o meia, que culpou os dirigentes pelo caos em que se transformou o Cruzeiro.

“Esse ambiente ruim veio a partir da diretoria. O Mano saiu antes de explodir toda a bomba. Quando chegou o Rogério (Ceni), ele teve um grande problema com vários atletas que estavam lá. Começou a piorar a situação. Mais essa coisa da diretoria, salário começou a atrasar, funcionário começou a reclamar, jogador começou a reclamar de treinador e diretoria”, lembrou Rodriguinho.
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