Novo varejo, canais renovados

Wagner Penna e as novidades do mundo fashion em tempos de pandemia

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O inverno de Victor Dzenk
NOVO VAREJO
A retomada das atividades em muitos shopping-centers país afora trouxe certa apreensão entre os lojistas, porque a presença dos compradores foi bem menor do que o esperado. Mesmo onde o isolamento social está relaxado, o entra-e-sai de clientes foi até 50% menor que o previsto. O mesmo compasso também ocorreu, com menos intensidade, nas lojas de rua.

Mas o fenômeno não é visto só aqui. Em todos os países onde a virulência do coronavírus foi maior, o comércio fashion está se ressentindo, em especial as grandes redes de distribuição.

Ao se traduzir isso, chega-se ao idioma universal da inevitável mudança de perfil no varejo de moda mundial. Além de o e-commerce pegar a sua fatia, os canais de distribuição serão outros e atuarão de modo diverso a partir daqui. Mais do que isso, as vendas estarão mais pulverizadas, porque o tempo dos magazines bilionários parece ter chegado ao fim.

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VENDAS: CANAIS RENOVADOS
A criatividade brasileira parece ter inventado algo que é uma mistura de dois canais, um tecnológico e outro físico e bem personalizado. A saber: lojistas de várias regiões passaram a mostrar na internet o que tinham na loja e, em seguida, levaram os produtos escolhidos à casa da cliente.

E para adoçar mais e melhor a pílula, tudo acomodado em malas lindíssimas e com mimos especiais para a cliente, como perfumes e acessórios.

Em outras palavras, é a volta da antiga sacoleira, mas com uma linguagem mais moderna. Onde a ideia deu certo, as lojistas não querem mais saber de espaço físico para vender, porque é muito oneroso. Assim, logo teremos o efeito Jequiti se multiplicado por milhões e a moda ganhando outra e nova oportunidade de se transformar, crescer e aparecer. Amém!


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#TBT: o verão 2019 da A. Brand
VAIVÉM
* O fuxico na moda internacional é a briga que o jornalista de moda André Leon Tailley, que já foi uma estrela da Vogue América, está provocando com seu novo livro, no qual fez péssimas referências à Anna Wintour, atual editora da revista e famosa por ter inspirado o livro e filme ‘O Diabo Veste Prada’. Os que foram prejudicados pela veneranda senhora adoraram, mas o que curtem seu trabalho a defendem. ***

* A dinâmica Josette Davis está mostrando na internet os ambientes - ainda em construção - que farão parte da mostra ‘Morar Mais’, marcada para agosto, em Beagá. O interessante é que se pode passear pela casa e ver como tudo acontecerá. Para isso, basta enviar uma mensagem para o e-mail bhapoio@morarmais.com.br e receber o link. ***

* Na próxima semana entra no ar o site com o novo formato da revista ELLE, um dos títulos de maior prestígio no circuito fashion internacional. A edição brasileira terá conteúdo especial e insights das conversas travadas até agora com as leitoras pelas redes sociais.

Quem quiser saber um pouco mais, pode acessar elle.com.br. As edições em papel não serão mensais como antes. Os editores dizem que ‘num mundo cada vez mais digital, não acreditamos mais que esse formato seja sustentável. Vamos investir em quatro edições impressas/ano, nos meses de março, maio, setembro e dezembro. A ideia é que seja uma edição de colecionador’. A primeira será em setembro. ***

* Enquanto o pessoal da tecnologia da informação fica mais rico durante a pandemia do coronavírus (caso do Facebook e da Amazon), a turma da moda vê sua fortuna ir pelo ralo. Um levantamento feito pelos norte-americanos mostra que todas as grandes marcas diminuíram de valor. Uma exceção é a Chanel, que tem clientela multifacetada, riquíssima e em todo o planeta. Por aqui, todo mundo na penúria.

* Os reflexos da pandemia estão indo muito além do que se imaginava. A saber: as inscrições de alunos estrangeiros nas grandes escolas de moda do mundo - em Londres ou Milão, por exemplo - estão diminuindo, porque o medo de viagens e contágio futuro espantou os alunos potenciais. A maior queda foi entre os alunos chineses. ***

* O circuito da moda mineira vai retomando as atividades para o verão. Uma rápida passada pelas marcas indicou que o número de peças por coleção foi reduzido, e os modelitos são mais comerciais e práticos. Mais ainda: os lançamentos continuam marcados para agosto/setembro nas confecções que trabalham com pronta-entrega. Já os pedidos antecipados inexistem. ***

PONTO FINAL - o isolamento social acabou transformando a maneira de se ver a moda. Os fotógrafos amadores e profissionais aproveitaram o ócio para inventar séries sob vários ângulos. Teve modelo fotografando a si mesmo, teve gente vestindo meninas com roupa de adulto, gente fazendo protesto com foto de moda e muito mais. É o mundo novo surgindo, a partir do covid-19, e fazendo a turma fashionista ver algo além do glamour.
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