Trump ameaça mandar tropas do Exército para conter protestos antirracistas

Presidente dos EUA afirma que decisão será tomada se governadores e prefeitos não controlem situação

AFP


Protestos que pedem justiça para negro morto em abordagem policial se alastraram nos EUA, na esteira da crise da covid-19

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (1) que irá alocar milhares de soldados armados e policiais nas ruas da capital estadunidense e prometeu fazer o mesmo em outras cidades se prefeitos e governadores não conseguirem reconquistar o controle das ruas.

A morte de George Floyd, um homem negro, em Mineápolis sob custódia da polícia na semana passada provocou protestos generalizados pelos Estados Unidos. Conforme a imprensa dos EUA, Floyd foi abordado pela polícia na porta de um supermercado. Um funcionário chamou a polícia com uma reclamação, segundo a qual, o homem tentou pagar uma compra com uma nota falsa de 20 dólares. Floyd estaria desempregado por causa do isolamento social que levou ao fechamento de várias empresas.

Os protestos, que se transformaram em quebradeira, ataques a unidades policiais e confrontos se alastraram por todo o país em questão de horas. "Prefeitos e governadores devem estabelecer uma presença esmagadora de agentes da lei até que a violência seja contida", disse Trump em pronunciamento nos jardins da Casa branca enquanto autoridades dispersavam manifestantes com gás lacrimogêneo a algumas quadras de distância.

"Se uma cidade ou Estado se recusar a adorar as ações necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, então eu irei enviar os militares dos Estados Unidos e resolverei o problema rapidamente para eles", disse o presidente.

Mais cedo, Trump havia feito um apelo aos governadores que reprimissem os protestos violentos, dizendo que as autoridades deveriam "dominar" e prender pessoas para restaurar a ordem.

"Vocês têm que dominar", disse Trump aos governadores em um telefonema particular, noticiou o jornal New York Times. "Se vocês não dominarem, estão perdendo tempo - eles atropelarão vocês, vocês ficarão parecendo um bando de idiotas".
Reprodução de vídeo


Derek Chauvin, o policial filmado com o joelho sobre o pescoço de Floyd, foi detido e acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) e assassinato em terceiro grau. A família pede a condenação por assassinato em primeiro grau (quando a pessoa tem consciência que seus atos podem matar)


Autópsia independente aponta homicídio

Nesta segunda, dois médicos que conduziram uma autópsia independente de Floyd disseram que ele morreu por asfixia e que sua morte foi um homicídio. A cena em que o policial Derek Chauvin se ajoelha sobre o pescoço do preso já algemado, por mais de oito minutos, virou o simbolo da luta contra o racismo.

Segundo advogados, o exame apontou que a compressão do joelho policial sobre o pescoço cortou o fluxo de sangue para o cérebro do ex-segurança. Além disso, o peso sobre as costas da vítima dificultou sua respiração. Por isso ele repetia "não consigo respirar".

Nessa segunda-feira a proprietária de um estabelecimento comercial informou que Floyd e o policial já tinham trabalhado junto como seguranças na empresa.

Derek Chauvin, o policial filmado com o joelho sobre o pescoço de Floyd, foi detido e acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) e assassinato em terceiro grau (quando é considerado que o responsável pela morte atuou de forma irresponsável ou imprudente). A família quer que Chauvin responda por homicídio em primeiro grau (quando a pessoa sabe que sua ação pode resultar em morte) - Com informações da Agência Brasil e Washington Post.
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Comentários

Felipe Toledo 02 de junho, 2020 | 09:39
Trump é um genocida que quer matar o próprio povo, o próprio povo não, ele não criminaliza os supremacistas brancos, os racistas, esse ele está do lado. Assim como o nosso presidente ele também é uma merda

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