Manifestação de antifascistas termina com bombas de gás em SP e RJ

Na iminência de confronto entre apoiadores de Bolsonaro e antifascistas, polícia usa bomba e coloca todos para correr na avenida Paulista

Reprodução mídias sociais


Polícia usou bombas de gás para dispersar manifestantes na avenida Paulista

O encontro de dois grupos antagônicos na tarde desse domingo, na avenida Paulista, em São Paulo, terminou em confronto com a polícia. As proximidades do Museu de Arte Moderna (Masp), viraram, há algum tempo, ponto de encontro de apoiadores do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Ocorre que há aproximadamente um mês a avenida Paulista também tem sido palco de uma “marcha contra o fascismo e a favor da democracia”. Aos poucos, a temperatura entre os manifestantes tem aumentado.

A marcha tem sido fomentada pelas torcidas do Corinthians (Gaviões da Fiel) e do Palmeiras, que se uniram na manifestação. Atos contrários também foram registrados, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte nesse domingo.

Em São Paulo, entretanto, o protesto dos dois grupos terminou em confronto. A Polícia Militar jogou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes dos dois grupos que se encontraram nas proximidades do Masp. No fim, os manifestantes lançaram pedras e fogos de artifício conta a Tropa de Choque, que revidou com tiros de armas não letais e bombas de efeito moral.

Enquanto os bolsonaristas bateram em retirada reclamando que estavam em uma manifestação pacífica, as torcidas antifascistas foram o alvo da polícia e acabaram acuadas. Em maior número, os anti Bolsonaro cercaram o Masp, local que tinha se tornado o “point” de protestos pró-Bolsonaro nas últimas semanas.

Inicialmente a PM fez cordões de isolamento entre os dois protestos, contra e pró-Bolsonaro, para evitar um conflito, que era iminente. Os antifascistas, entretanto, estavam em maior número e reagiram ao bloqueio da PM.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que mais de 200 policiais militares do choque foram mobilizados para o local do protesto, já prevendo um confronto entre os dois grupos.

Enquanto os bolsonaristas foram vestidos de verde e amarelo, os que se denominavam "Antifas" estavam vestidos, em sua maioria, de preto ou carregava adereços do Corinthians. Outros estavam em um grupo autodenominado "Palestra Antifacista.


Mineiros

Em Belo Horizonte, um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro saiu em carreata na manhã deste domingo (31) e se encontrou com manifestantes contrários ao governo que gritavam “fora Bolsonaro”.
A exemplo do que ocorreu nos outros lugares os apoiadores de Bolsonaro protestam contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Na capital mineira outro alvo foi o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que defende as medidas de isolamento social para enfrentar a pandemia de covid-19.

Em um vídeo publicado no Twitter, um dos bolsonaristas alega que na avenida Afonso Pena, no Centro, eles foram pressionados por militantes “Fora Bolsonaro” e tiveram que mudar o trajeto. Manifestantes vestidos de preto gritavam mensagens contra o presidente.

“Hoje fizemos aqui um ato republicano, patriótico, civil, protegido pela Constituição, porém, infelizmente, devido a alguns bandidos cercarem vários pontos, eles já sabiam onde nós íamos passar, tivemos que desviar nossa carreata. Querem cercear nossa liberdade”, afirmou o engenheiro civil aposentado Cipriano Oliveira, de 65 anos

PM afirma que grupo neonazista deflagrou o conflito em São Paulo



O secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, disse em entrevista à CNN Brasil, na tarde de hoje, que o início do embate entre grupos pró e contra o presidente Jair Bolsonaro na Paulista teve início devido à presença de uma grupo de neonazistas no local.

Camilo não confirmou de qual lado estava o símbolo que provocou revolta de manifestantes que protestavam contra fascismo e a favor da democracia, mas nas redes sociais, divulga-se uma bandeira com o brasão da Ucrânia como sendo esta a bandeira neonazista. "O conflito começou por causa disso", disse o secretário-executivo, pontuando que a presença do grupo de neonazistas foi o estopim da manifestação.

O secretário afirmou que a polícia irá apurar o fato ao longo da semana. Antes, um grupo composto por torcidas organizadas de times como o Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos protestava a favor da democracia. Na mesma avenida, um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro também protestava. Eles seguravam uma grande faixa
que dizia: "SOS Forças Armadas".

Houve crítica nas redes sociais em relação à postura da Polícia Militar, que agiu de forma mais enérgica contra o grupo contrário ao presidente Jair Bolsonaro. O secretário-executivo da PM afirmou que "a polícia vai garantir a liberdade de expressão de todos". "Onde houver quebra da ordem, haverá intervenção policial", disse.

Bombas também no Rio de Janeiro

Também no Rio de Janeiro uma manifestação que de um lado reunia apoiadores de Jair Bolsonaro e, do outro, um grupo denominado antifascista, acabou dispersada pela polícia.

Primeiro, os manifestantes a favor e contra o presidente se reuniu nas proximidades do Posto 5, mesmo local onde já tinham se reunido antes. Como sempre, faziam críticas ao Supremo Tribunal Federal e gritavam a favor de Bolsonaro.

Depois chegou um grupo de torcedores que se autodenomina antifascista e passou a gritar palavras de ordem contra Bolsonaro. Diante da possibilidade do confronto, a polícia reprimiu os antifascistas e, para isso, usou bombas de gás. Um homem foi detido pela Polícia Militar e a manifestação antifascista se dispersou.

A concentração no Posto 5, em Copacabana, começou por volta de 10 horas, com o grupo de manifestantes bolsonaristas vestidos de verde e amarelo ocupando o calçadão em frente à praia. Gritavam slogans já conhecidos, como "a nossa bandeira jamais será vermelha". Entre os manifestantes havia também alguns cartazes onde estava escrito "Trump 2020".
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Comentários

Verdade e Consciência 09 de junho, 2020 | 06:07
Algumas frases definem exatamente os auto-intitulados "antifas", que tiveram suas cabeças doutrinadas pelos apoiadores de Maduro: "massa de manobra", "inocentes úteis à ditadura do proletariado", "cegos para a realidade", entre outras... gritando por uma democracia que 'já existe', em toda a sua plenitude! Realmente... massa de manobra que, assom como gado inconsciente, marcha pela destruição do nosso Brasil!
Cidadão 04 de junho, 2020 | 18:03
Como vimos na semana passada nos EUA, os "antifascistas" são apenas arruaceiros, ladrões e assassinos que depredaram, roubaram e mataram inocentes sem o menor pudor. Se for "fascismo" combater isso até o fim do mundo, podem me chamar de Mussolini. Se é guerra que querem, guerra terão.
Antifa Ipatinga 03 de junho, 2020 | 07:50
A apropriação de símbolos ucranianos radicais por setores da política brasileira não é nova, e foi construída inclusive contando com o auxílio de aliados de Bolsonaro. ?Fui treinada na Ucrânia e digo: chegou a hora de ucranizar!?, escreveu Sara Winter, militante bolsonarista que lidera uma espécie de milícia armada chamada 300 do Brasil, e que foi alvo de operação da Polícia Federal contra a disseminação de fake news. O grupo de Winter fez uma manifestação com tochas diante do Supremo Tribunal Federal no sábado. ?Está na hora de ucrânizar (sic) o Brasil! Quem sabe o que foi feito por lá entenderá?, postou no Twitter o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), no final de abril.
Isaac Júnior 02 de junho, 2020 | 13:25
Que o senhor venha abençoar este país. visite os governantes proteja com suas poderosas mãos repreenda todo o mal. Deus tenha misericórdia do seu povo. Que o amor não prática o mal contra o seu próximo de sorte o cumprimento da lei é o amor.
Cidadão 01 de junho, 2020 | 22:27
Cara Cristina, passarão e se for preciso, por cima de vocês. Já que nos chamam de gado, cuidado com o estouro da boiada. É uma força da natureza quase impossível de conter.
Cristina 01 de junho, 2020 | 08:44
Os apoiadores de bolsonaro são na maioria delinquentes que pregam o ódio, a violência e ainda defendem a corrupção da família bolsonaro e dos amigos do presidente.
São "cristãos" revestidos de ódio aos pobres e aos trabalhadores e às pessoas que pensam diferente deles.
Querem destruir o Brasil e suas Instituições. Querem retroceder a democracia no brasil, mas não passarão.
Cidadão 31 de maio, 2020 | 22:29
Caro Barrabas, não apenas você prefere o nome de bandido bíblico, também escreve como um ignorante. Ou seja, demonstra claro o tipo de ser que você é.Vai lá, tente protestas e quebrar as coisas. Vai ver o que te espera.
Cidadão 31 de maio, 2020 | 22:28
Como já dizia os sábios, os fascistas do futuro se autointitularam antifascistas. Mas como os fascistas de outrora, serão derrotados e humilhados. Essa estória já veio com o fim escrito.
Joaquim 31 de maio, 2020 | 17:43
Fascista mesmo é essa esquerda que só pensa em poder e dinheiro, enquanto povo sofre.
Daqui um tempo, pouco tempo, aqui sera nova Venezuela...
Deus tenha piedade de nós e que os militares assumam o comando e nos tirem dessa.
Barrabas 31 de maio, 2020 | 16:48
Alguns otarios veriadores de ipatinga deveria juntar ao manifestante pro bosonario semana passada fizeram moncao de aplauso a favor de bosonario.va la junte ao manifestante de preferencia sem mascara do geito que bosonario participa e apoia aglomeracao sem uso de mascara atitude iresponsavel .

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