Cruzeiro excluiu 30 conselheiros

Gustavo Aleixo/Cruzeiro


Presidente em exercício, José Dalai assinou exclusão de conselheiros

O relatório de investigação interna realizado pela Kroll apontou que o Cruzeiro havia feito pagamentos a empresas vinculadas a 52 conselheiros, apesar de o Estatuto Social do clube vedar esse tipo de relação. Por outro lado, apenas 30 conselheiros foram notificados de infração grave e excluídos do quadro após parecer da comissão de ética e crivo do presidente em exercício José Dalai Rocha. Na matemática, 22 nomes "escaparam" da exclusão.

O levantamento, segundo a empresa de investigação, foi entre 1º de dezembro de 2017 (ano ainda da gestão de Gilvan de Pinho Tavares, mas com Wagner já eleito) e 31 de dezembro de 2019 (último de Wagner Pires de Sá). O relatório mostrou que foram gastos R$ 6.068.078,33 com os 52 conselheiros, sendo que 12 deles receberam acima de R$ 10 mil e, conjuntamente, perfazem 83% do total pago do valor a esta categoria.

Em alguns casos, conselheiros pediram suspensão dos mandatos para continuar recebendo como prestadores de serviço ou funcionários do clube, e também estiveram ausentes da lista dos 30. Mas, não foram 22 que fizeram este tipo de ação. A decisão de não excluir outros conselheiros que estiveram na folha de pagamento do clube foi abordada pela reportagem com o presidente interino e também presidente do conselho, José Dalai Rocha. Segundo ele, alguns dos conselheiros remunerados não tiveram a suspensão do mandato porque não foi identificada má-fé nos serviços prestados.

“Por enquanto, sim (escaparam da exclusão). As razões são diversas, mas a maioria baseada em não comprovação de má-fé, ou seja, teria sido prestação de serviço em evidente benefício para o Cruzeiro. Mesmo quando foram excluídos aqueles 30 conselheiros, dois ou três escaparam sob fundamento semelhante”, afirmou Dalai, em entrevista à imprensa.
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