A história de Joana D’Arc

Guerreira e padroeira da França dizia ouvir vozes de santos

Aos 19 anos de idade, acusada de bruxaria, a jovem Joana D’Arc foi queimada em uma fogueira em 30 de maio de 1431, em Ruão (Rouen), na França. Às vezes chamada “Donzela de Orléans”, ela foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, quando tomou partido pelos Armagnacs na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.

Descendente de uma família modesta e analfabeta, a mártir Joana D’Arc foi canonizada em 1920 pelo Papa Bento XV, quase cinco séculos após ter sido queimada viva. Mas antes disso, Shakespeare tratou-a como uma bruxa e Voltaire escreveu um poema satírico que a ridicularizava.

Depois o romântico alemão Schiller a fez uma heroína na peça teatral "Die Jungfrau von Orleans". Em 1922, Santa Joana D’Arc foi declarada Padroeira da França, e o dia de 30 de maio é feriado nacional em sua honra.

GB Imagem


Injustiçada, Joana D'Arc sofreu a pior pena de morte de sua época, mas tornou-se santa e padroeira da França
Joana D'Arc afirmava aos 13 anos que ouvia as vozes dos santos Miguel, Margarida e Catarina, que insistiam para que ela salvasse a França do domínio inglês.

Em 1429 ela deixou sua casa na região de Champagne e foi para a Corte do rei francês Carlos VII, convencendo o rei a colocar tropas em seu comando para libertar Orléans, que havia sido invadida e tomada pelos ingleses oito meses antes.

Em maio de 1429, com um pequeno exército, Joana venceu os invasores em apenas oito dias. Um mês depois ela conduziu o Rei Carlos VII à cidade de Reims, onde ele foi coroado em 17 de julho.

A vitória de Joana D'Arc e a coroação do rei reacenderam as esperanças dos franceses de se libertarem do domínio inglês. A inveja dos conselheiros rivais e as dúvidas sobre suas habilidades militares reduziram a influência de Joana D'Arc.

Na primavera de 1430 ela tentou libertar Compiègne, mas foi capturada pelos borgonheses e entregue aos ingleses, que a acusaram de bruxaria e heresia. Submetida a um tribunal católico em Rouen, foi condenada à morte pela Igreja inglesa.

O bispo Pierre Cauchon fez tudo para agradar os ingleses e obter o bispado de Ruão. A revisão do seu processo começou em 1456, quando foi considerada inocente pelo Papa Calisto III.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO