Cruzeiro quita parte da dívida ao Zorya e evita nova punição da Fifa

Gustavo Aleixo/Cruzeiro


Presidente do clube, Sérgio Rodrigues, anunciou pagamento da dívida nas mídias sociais

O pagamento de parte da dívida de R$ 11 milhões ao Zorya, da Ucrânia, referente à compra do atacante Willian Bigode, em 2014, foi efetuado pelo Cruzeiro nesta semana. Essa informação foi divulgada pelo novo presidente do clube, Sérgio Rodrigues, em uma transmissão on-line.

Neste primeiro momento, o clube saldou R$ 3.869.228,61 da dívida, ou seja, ainda está devendo cerca de R$ 7 milhões. O montante maior se refere ao segundo processo do clube ucraniano, que terá sua última discussão na Corte Arbitral do Esporte (CAS). Após decisão do CAS, será enviada nova ordem de cobrança ao Cruzeiro, o que não deve ocorrer nos próximos 30 dias, garantiu a defesa celeste.

Em entrevista ao site do Cruzeiro, Sérgio Rodrigues disse que há dinheiro para quitar toda a dívida, mas que optou por pagar só a quantia de R$ 4 milhões agora para honrar com os compromissos da folha salarial.

“São dois processos com o Zorya. Foi noticiado que a dívida era de 11 milhões, mas o nosso jurídico destrinchou os processos e viu que agora tínhamos que fazer somente este pagamento, de cerca de R$ 4 milhões. São dois processos distintos contra o mesmo clube, sendo que um deles aguarda julgamento de recurso. Pagamos o que venceria nesta sexta-feira (29). O importante é que reunimos esforços para conseguir quitar esta dívida e o cruzeiro não será penalizado. Embora tivéssemos recurso para pagar tudo hoje, optamos por colocar o salário do administrativo em dia e pagar também a folha de março do departamento de futebol”, explicou o presidente.

Com o pagamento dessa parte da dívida, o Cruzeiro evitou nova punição da Fifa. Na semana passada, a entidade máxima do futebol retirou seis pontos do clube na Série B do Campeonato Brasileiro, por causa de um débito de R$ 5 milhões com o Al Wahda, pelo empréstimo do volante Denilson, em 2016.

O valor para o pagamento da dívida saiu dos cofres da rede Supermercados BH, do empresário Pedro Lourenço. O pagamento foi feito de forma integral, já que o clube ucraniano não aceitou parcelamentos.
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