Possibilidade de retorno do Estadual estudada para julho

Wôlmer Ezequiel


Bola rolando, com previsão otimista, somente em meados de julho nas competições organizadas pela FMF

Informações de bastidores dão conta de que o presidente da Federação Mineira de Futebol (FMF), Adriano Aro, terá uma reunião com o governador Romeu Zema na primeira quinzena de junho (estaria agendada para o dia 10) para deliberar sobre uma data provável de retomada do futebol em Minas Gerais, com os campeonatos dos Módulos A e B.

A intenção dos dirigentes dos clubes é voltar a treinar na segunda quinzena de junho e reiniciar os certames a partir de 15 de julho. Entretanto, tudo vai depender dos números da curva que mede os casos da covid-19 no estado, em todos os municípios que têm seus representantes no Estadual, mesmo com todos já tendo a certeza de que os jogos serão sem a presença de público. Outra questão a ser resolvida é como serão realizados os testes da covid-19 nos jogadores, ou se eles ocorrerão, e quem será o responsável por esta despesa, de vez que praticamente todos os clubes do interior estão sem previsão de receita para este procedimento, exceção para dois ou três.

O Mineiro do Módulo A tem mais duas rodadas para encerrar a primeira fase. Para diminuir datas a fim de liberar para a disputa do Brasileiro, de todas as Séries, a semifinal e a final poderiam ser jogadas em apenas uma partida, assunto que deverá ser discutido em conjunto com os clubes. Já o Módulo B ainda tem cinco rodadas para encerrar a fase de classificação à semifinal. A fórmula de encerramento teria que ser igualmente definida com os dirigentes das agremiações.

Uma definição já foi passada pela FMF: não poderá ocorrer inscrições de novos jogadores. Esta hipótese era aventada pela maioria dos clubes, tendo em vista o encerramento dos contratos de grande parte dos atletas no fim deste mês de maio. Com isto, deverá ocorrer uma prorrogação pelo prazo mínimo de três meses dos vínculos. Diversos clubes estarão em dificuldades para encerrar suas participações, ante à crise financeira após a paralisação. Alguns já comunicaram que dispensaram seus elencos, como Patrocinense e Uberlândia, na 1ª Divisão, e Mamoré e Tupi, na divisão de acesso. O Tupi inclusive informou que desistiu de continuar na disputa do Módulo B, o que, em se confirmando, poderá provocar sua queda à Terceira Divisão em 2021.

Ipatinga

Integrante do Módulo B, na 6ª colocação com 8 pontos ganhos, o Ipatinga é mais um dos clubes em situação financeira difícil. Os salários seguem em atraso para todo o elenco e comissão técnica. A informação extraoficial é a de que apenas alguns profissionais teriam recebido o mês de janeiro esta semana. Os demais estariam com a promessa de que “em breve” terão seu primeiro salário do ano. Não se sabe quando haverá a quitação dos outros meses. Na próxima semana vencerá o quinto mês. A promessa seria a de que “um parceiro irá quitar gradativamente” os meses em atraso. Os compromissos em atraso já somam mais de R$ 200 mil.
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Comentários

Hans Muller 28 de maio, 2020 | 15:42
Eu li uma material no DA que a nova parceria havia quitado um mes. Estranho.

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