Dirigentes do Cruzeiro usaram cartão corporativo em ''entretenimento adulto''

A investigação de irregularidades em gestões anteriores feita pela Kroll foca no mandato do ex-presidente Wagner Pires de Sá, que esteve à frente do clube em 2018 e 2019

No início da semana, o Cruzeiro entregou ao Ministério Público de Minas Gerais o relatório elaborado pela Kroll, consultoria contratada para realizar uma minuciosa análise de dados e processos da Raposa, a fim de auxiliar as autoridades nas investigações que estão em curso desde o ano passado. Nas centenas de páginas, a auditoria aponta gastos abusivos feitos por dirigentes com os cartões corporativos do clube. De acordo com a auditoria, quatro dirigentes chegaram a gastar mais de R$ 2,5 mil em casas noturnas de entretenimento adulto.

“Entre as despesas analisadas, despesas pessoais e não condizentes com as atividades performadas pelo Cruzeiro, no valor de R$ 80.777,18, foram pagas com cartões de crédito corporativos emitidos em nome de quatro dirigentes, durante o período em análise. Os estabelecimentos incluíram lojas de eletrônicos, lojas de roupas, clínicas de saúde, bebidas alcoólicas, resorts de luxo e casas noturnas de entretenimento adulto”, informou o clube.

A investigação de irregularidades em gestões anteriores feita pela Kroll foca no mandato do ex-presidente Wagner Pires de Sá, que esteve à frente do clube em 2018 e 2019.

Kris Brettas, superintendente Jurídico do Cruzeiro, disse que o relatório é importante para a reconstrução do clube. “O relatório é muito amplo e envolve diversos aspectos dentro do Clube. O que a gente pode dizer é que muita coisa poderá não ser considerada como um crime, mas que pode ser trabalhada pelo futuro presidente. O relatório servirá para que o próximo presidente busque um ressarcimento daquilo que é considerado como má gestão do Clube. Infelizmente não podemos divulgar os dados, pois envolve sigilo de informações, o que poderia prejudicar as investigações e o reembolso. O que desejamos neste momento é o ressarcimento de tudo o que foi indevidamente retirado”, disse.

Ex-presidente nega “entretenimento adulto”

Após a divulgação dessa informação, Wagner Pires de Sá deu entrevista ao globoesporte.com e negou que os R$ 2,5 mil foram gastos em entretenimento adulto. “Lá em Portugal, assim como no Brasil, tem casa noturna que tem nome fantasia tal, e na atividade da empresa é outro. Foi um restaurante que nós fomos, com um dos maiores empresários do mundo. Fomos jantar. Deve ter sido R$ 500, R$ 600, R$ 1.000. Não é isso. Éramos, num total, três brasileiros, mais uns três portugueses. Estávamos lá (na Europa) tentando vender jogador e trazer o Lucas Silva, que veio até de graça para nós. É restaurante”, explicou o ex-presidente.
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