Osmar Terra critica quarentena e defende testagem em massa

Em relação à pandemia, ele afirmou que o grande erro do Brasil é não realizar testes em massa, por falta de planejamento e incompetência de instituições públicas

Valter Campanato/Agência Brasil


Médico afirma que governadores deveriam ser entender com o presidente

O deputado federal (MDB), ex-ministro da Cidadania e médico Osmar Terra afirmou que a quarentena não produz efeito diante do novo coronavírus (covid-19). Para ele, o número de casos vai aumentar do mesmo jeito, havendo ou não isolamento, e defende a abertura do comércio e das escolas, desde que mantidos protocolos de higiene e que idosos e doentes sejam preservados. A entrevista foi concedida à rádio Itatiaia de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (15).

Em relação à pandemia, ele afirmou que o grande erro do Brasil é não realizar testes em massa, por falta de planejamento e incompetência de instituições públicas. O médico aponta que a testagem é muito pequena, e afirma que é como se a quarentena e o fechamento de lojas não existissem. Em sua percepção, o vírus está seguindo sua trajetória normal e não houve nenhuma redução de contágio por causa disso.

“As pessoas estão sendo contaminadas mais em casa do que fora. É muito difícil evitar o vírus estando fechado em casa. E é aí que está realmente tendo epidemia, pois 90% das pessoas não vão sentir nada, vão ser assintomáticas e são elas que levam o vírus pelo mundo. Se todos que tivessem o vírus apresentassem febre, tosse, problemas pulmonares e tal, poderia ser feito o teste e seria descoberto que ela estava com aquele problema e a epidemia seria controlada em menos de um mês”, avalia.

Terra pondera que o vírus precisa circular para haver epidemia, caso contrário serão pequenos surtos, como ocorre em Minas Gerais, no Sul do país, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. “Claro que tem que tratar, que tem que controlar, mas quando a epidemia diminuir nessas cinco grandes regiões metropolitanas, em que está tendo a grande epidemia, haverá redução no Brasil todo. Isso é um fenômeno que acontece em toda epidemia. Não haverá contaminação de cada habitante do Brasil, isso não vai existir e a partir de agora a tendência é começar a cair o número de casos no Brasil. Eu parto do princípio que essa história de quarentena é uma novidade, nunca foi feito em pandemia alguma, e que deu errado”, reitera.

Gestão

Questionado se a quarentena foi efetiva em algum momento, o parlamentar é categórico ao dizer que o isolamento não fez e não fará diferença e os casos que foram registrados aconteceriam do mesmo jeito. Para ele, não existe nenhum trabalho científico no mundo que comprove que a quarentena funcione. “Esses cálculos que estão fazendo de que se as pessoas ficarem em casa ou fora de casa, isso não tem impacto, é teoria matemática, mas na prática não tem nada que mostre resultado”, reforça.

Mandetta

Em sua opinião, Luiz Henrique Mandetta foi um bom ministro da Saúde, mas errou. “Na condução da epidemia, por falta de previsão, errou por causa do discurso do ‘fique em casa’, errou porque assustou a população, estão em pânico. E o Nelson Teich é um grande médico, tem conhecimento cientifico elevado e precisa só de um pouquinho de tempo para se entrosar na área pública”, destacou Osmar Terra.

A entrevista dada por Terra à Itatiaia foi gravada antes do ministro da Saúde deixar o cargo na manhã desta sexta-feira. O deputado federal foi, inclusive, um dos nomes cotados para assumir a pasta antes de Nelson Teich e voltou a ser ventilado para o cargo agora.

Governadores deveriam buscar entendimento com presidente, afirma deputado

Para Osmar Terra, os governadores devem se entender com o presidente Jair Bolsonaro, que defende a reabertura das empresas e comércio. Em seu ponto de vista, se trata de uma questão de bom senso. “Os governadores, sabendo trabalhar com o presidente - que está de braços abertos para eles e que tem uma relação muito boa com o governador de Minas, Romeu Zema - todo mundo ganha. O presidente colocou R$ 137 bilhões para salvar a economia dos estados. Qual é o presidente que faria um negócio desses, numa crise dessas? Inclusive, não pensando como a maioria dos governadores. O presidente está salvando os governos estaduais. Se não tivesse essa mesada para os trabalhadores autônomos, já teríamos saques de supermercados e caos nas ruas. Mais gestos de fraternidade e de abertura que esses não existe. Acho que eles têm que se entender, os governadores têm que ter o bom senso do governador de Minas e procurar se entender com o presidente”, aconselhou.

Sobre a possibilidade de um impeachment, o médico diz não ver razão para tal. “Porque tem opinião sobre alguma coisa e fala de um jeito mais rude? Crime de responsabilidade por causa dessa situação da Polícia Federal? Quantas vezes o Lula (Luiz Inácio, PT) trocou toda a cúpula da PF? Bolsonaro leva o mandato sim até 2022. Mas é necessário que haja entendimento, sem lotear esplanada, como ele fez quando montou o governo e é isso que ele está fazendo. Entre os ministros não tem nenhum indicado por partido político. Agora, o Supremo Tribunal Federal é questão de respeito mútuo, de não se meter em áreas que são do governo e o governo não querer ditar regras para o Supremo, de procedimentos que devem ser feitos”, conclui.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Ipatinguense 16 de maio, 2020 | 12:19
Leoncio e Mauricio, vocês tem algum argumento para contradizer o Dr. Osmar Terra? Ou apenas ofensas vazias? É compreensivo que vocês estejam em pânico, mas, vocês tem algum argumento válido pra mostrar que Osmar Terra esteja errado? Muito francamente, viu?
Mauricio 16 de maio, 2020 | 07:45
Esse é o tal Osmar Terraplana. Francamente, viu.
Leoncio Simoes 15 de maio, 2020 | 18:25
Este e outro estupido.

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO