'Tem algo diferente aqui no Vale do Aço'

Prefeito de Coronel Fabriciano destaca baixa transmissão de covid-19 no município

12/05/2020 às 13:25
Reprodução de vídeo
Marcos Vinícius, em entrevista ao Microfone Aberto, destacou que, passadas três semanas da flexibilização, casos não aumentaram

O prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, reafirmou que a pandemia de covid-19, no município, é mantida sob monitoramento constante e que, passadas três semanas da flexibilização para o funcionamento do comércio em Coronel Fabriciano, os casos não aumentaram.

Em entrevista ao programa Microfone Aberto, na rádio Educadora, na manhã de segunda-feira (11), o prefeito também alertou que o coronavírus veio para ficar e não há, no momento, nenhuma previsão de uma vacina.

E, ainda que apareça uma vacina, o grupo de risco será prioridade. “Resta às pessoas aprenderem a conviver com essa doença como já convive com o H1N1 (gripe) e tantas outras”, enfatizou.

Marcos Vinicius disse esperar que não tenha de parar tudo novamente, mas, se necessário, será feito. Por isso, as pessoas devem evitar aglomerações, usar máscaras e cuidar da higiene das mãos, entre outras medidas preventivas.

“Vamos fazer de tudo para que não ocorra aumento no número de casos, mas se tiver, o poder público terá que garantir o suporte para quem tiver agravamento da situação. O fato é que tem algo diferente aqui no Vale do Aço, em relação à pandemia, pois no caso das pessoas contaminadas, os familiares não foram infectados. Isso é bom. Não sabemos qual é esse fator. Agora vem um período com temperaturas mais baixas e isso é preocupante porque no frio as pessoas têm a tendência em aglomerar. Estou vendo que as pessoas estão conscientes e muitos já tomam cuidados especiais para evitar a contaminação e tem que ser assim mesmo", detalhou.

O prefeito acrescentou que o isolamento só tem um objetivo: deixar tempo para preparar os hospitais ao atendimento daqueles que tiverem agravamento da doença e isso está sendo cumprido.

"Então porque deixar as pessoas permanentemente fechadas dentro de casa?", indagou.

Para Marcos Vinicius, quem tem saúde e precisa trabalhar, que saia, atendendo aos requisitos de segurança. “Já quem não tem necessidade, ou que pertença a um grupo de risco, que não saia”, enfatizou.

Por fim, o prefeito afirmou que a tendência hoje é de acomodação dos casos de covid-19 e a saída da população será conviver com essa doença, como já convive com outras.

“Em meados de abril já avaliávamos que o Brasil teria 100 mil infectados e mais de 10 mil óbitos. E são esses os números de agora. Não é invenção era o que a epidemiologia mostrava no país que tem mais de 200 milhões de habitantes.

“E as pessoas não podem somente olhar o número absoluto de óbitos, por exemplo. Há outras patologias envolvidas com as pessoas que perderam sua vida. Então o que resta é a população acreditar na medicina, na ciência, e tomar os cuidados necessários”, concluiu.
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