16 de abril, de 2020 | 17:00

Como lidar com criança na quarentena

Daniela Generoso*

Nessa época de quarentena, quem sofre bastante são as crianças, já que muitas não entendem o porquê de não poder ver os amiguinhos, os parentes nem ir ao parquinho. Como os pais podem ajudar os pequenos a compreender os riscos do Coronavírus? Como dialogar com eles?

As crianças precisam desenvolver a capacidade cognitiva de conhecer o mundo e tudo que envolve. Por esse motivo, é importante que os pais possam compreender esse lado dos pequenos e explicar o que é exatamente esse vírus. Isso pode ser feito por vídeos lúdicos, o que pode chamar a atenção e a curiosidade delas. Também busque entender como elas estão lidando com tudo isso.

No entanto, os pequenos podem ainda ficar tristes e com saudade dos amiguinhos, dos avós, dos tios e dos primos. Para amenizar essa dor, a família pode fazer bom uso da tecnologia para encurtar as distâncias. Há diversos softwares, inclusive alguns são gratuitos, para realizar vídeo-chamada. Assim, elas podem falar e ver as pessoas na tela do celular ou do computador pela webcam. Além de amenizar a saudade, vai ajudar ocupando o tempo da criança e pode servir como uma descontração saudável.

Mas depois de tudo isso, o que que fazer se o tédio bater? Os pais precisam ter bastante criatividade para poder entreter as crianças nessa época de isolamento social. Pode-se brincar com jogos de tabuleiro, como, por exemplo, dama. Faça brincadeiras em família, como jogos de pintar, adivinhação, mímica entre outros. Uma outra sugestão é agendar na programação de casa sessões de cinema.

Podem também chamar os filhos para fazer um bolo ou envolver nas atividades simples de casa, como varrer, tirar a poeira de móveis, arrumar a cama. A ideia é descobrir juntos novas rotinas, fazer de tudo para explorar a capacidade dos pequenos e fazê-los se sentirem úteis.

Outra preocupação com a quarentena são os estudos. Para isso, programe o mesmo horário escolar que seu filho já estaria estudando. Sente-se com ele e tire as dúvidas, mas não dê respostas. Faça-o sempre raciocinar. Mas se você não souber a matéria, busque com ele aulas e vídeos no YouTube, as explicações que o professor passou. O fato de estar do lado dele pode dar mais confiança e ânimo para não deixar de estudar.

E quando os pais não têm paciência para ensinar? Nesses casos, converse e explique que não sabe ensinar, mas ofereça alternativas e meios para que os filhos possam aprender através de um explicador online.
Não esqueça de providenciar um cantinho de estudos silencioso e agradável, longe de estímulos como brinquedos e vídeo game. Entenda que não é tão fácil estudar sozinho. Por isso, esteja ao lado, não para pressionar, mas para dar apoio.

* Psicóloga, especialista em educação infantil e presidente do Instituto “É Possível Sonhar”, que atende crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência doméstica
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Comentários

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Tião Aranha

19 de abril, 2020 | 12:47

“Toda criança nasceu para brincar: afim de aperfeiçoar e expandir o imaginário das mesmas, os pais deveriam explorar mais o lado lúdico com o uso de massinhas, jogos, desenhos e pinturas, estórias infantis e brincadeiras que façam a criança liberar o excesso de energia que trazem em seus corpos, apesar da limitação do espaço devido ao isolamento oriundo da quarentena. (As novas tecnologias do computador favorecem esse trabalho). Pro outro lado, fazendo uma revisão histórica, vejo que foi Jean Paul Sartre (1905-1980) na vertente humanista de valorização do homem que absorveu aspectos do pensamento marxista e da psicanálise na tentativa de delinear de modo mais concreto e preciso a lógica da existência humana frente à História. Pelo princípio ateu do existencialismo o homem não é mais que o que ele faz. O reino do homem não é na Terra. Que o homem está ligado a um compromisso de que não é apenas aquele que escolhe ser, mas como um legislador que está pronto a escolher, ao mesmo tempo em que escolhe a si próprio, escolheu a humanidade inteira, não poderia escapar ao sentimento da sua total e profunda responsabilidade. Nunca a humanidade valorizou tanto o trabalho dum professor. Enquanto um pai ou uma mãe na maioria das vezes tem dificuldade pra conviver diariamente com duas ou três crianças num mesmo espaço físico, /enquanto o educador convive simultaneamente com várias, de diferentes personalidades e de filiações/.”

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