16 de abril, de 2020 | 08:00

Coronel Fabriciano à beira de surto de dengue

No início deste mês, a administração municipal lançou uma campanha para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e da chikungunya

Divulgação/Fiocruz
O Aedes aegypti transmite a dengue, chikungunya e zikaO Aedes aegypti transmite a dengue, chikungunya e zika

O prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius Bizarro (PSDB), voltou a chamar a atenção da população a respeito dos casos de dengue. Ele afirmou que está mais preocupado com a doença do que com o coronavírus. Conforme dados da administração municipal, neste ano, Fabriciano teve 417 notificações de dengue e 256 foram confirmadas. Já de chikungunya foram 152 notificações com oito confirmações. A zika teve um caso notificado e descartado.

“Vejo um quadro preocupante, se considerarmos que a cada caso notificado de dengue, quatro não procuram o sistema de saúde. Estamos falando de mais de 1.500 casos, está muito próximo de um surto. E de acordo com o tipo de vírus, que tem quatro subtipos, podemos ter dengue hemorrágica e muitas pessoas virem a óbito. A diferença da dengue para o coronavírus é que ela não tem ‘preferência’ por uma classe de idade. A chikungunya tem gente que diz que ainda dói depois seis meses, mas dói o resto da vida, pois muda o nosso sistema imunitário. Já a zica é deformante, já foi comprovado, vimos os diversos casos de microcefalia”, alerta o prefeito.

No início deste mês, a administração municipal lançou uma campanha para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e da chikungunya. Levantamentos feitos de janeiro a abril apontaram os bairros com maior infestação na cidade. Um pelotão de agentes munidos de sacos de lixo e luvas iniciou um mutirão de limpeza, recolhendo tudo que pode servir de criatório para o mosquito. O objetivo da campanha é conscientizar a população de que além do coronavírus, é preciso ter preocupação com a dengue, que tem levado inúmeras pessoas à morte no Brasil.

Prevenção

A população deve evitar a proliferação do mosquito, eliminando água armazenada em pontos que podem se tornar possíveis criadouros. Vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas e até recipientes pequenos, como tampas de garrafas, podem conter larvas do mosquito.
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