Em busca de um mandato, candidatos mudam de partido visando o pleito de outubro

Trocas movimentaram meio político em Ipatinga nos últimos dias, principal cidade da Região Metropolitana

08/04/2020 às 17:00
Wôlmer Ezequiel
O presidente da Casa, Jadson Heleno, filiou-se ao Democratas e pode ser candidato a prefeito

As eleições municipais estão previstas para o dia 4 de outubro, mas a movimentação de bastidores em torno do pleito está a pleno vapor. Como sempre, algumas regras dentro do calendário eleitoral precisam ser respeitadas, uma delas e a primeira desta reta final, estar filiado a um partido seis meses antes do pleito. Com isto, centenas de pretensos candidatos e os detentores de mandatos trataram de serem acolhidos em alguma sigla, provocando um verdadeiro frisson nos últimos dias, pois a grande maioria migrou de legenda; afinal, são mais de trinta opções de siglas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No caso dos vereadores que pretendem disputar a reeleição ou o cargo de prefeito, o prazo foi encerrado no dia 3 de abril. Agora, por exemplo, uma nova composição partidária pode ser observada na Câmara de Ipatinga, onde apenas quatro dos 19 parlamentares optaram por permanecer em suas siglas.

Mudanças

A janela partidária teve início no dia 5 de março e terminou no dia 3 de abril. Em Ipatinga, Ley do Trânsito (PSD), Lene Teixeira (PT), Nilson Teixeira de Morais, o Nilsin da Transnil (MDB) e Márcia Perozini (MDB) não mudaram de partido. Entre seus colegas, as informações de bastidores dão conta de que três disputarão o cargo de prefeito: Jadson Heleno - que é presidente da Casa -, Lene Teixeira e Gustavo Nunes. Este confirmou que de fato irá à disputa pela prefeitura.

Jadson estava no Solidariedade e agora integra os quadros do Democratas. Gustavo deixou o PTC e filiou-se ao PSL. Já Lene manteve-se no Partido dos Trabalhadores, como dito anteriormente. A maior bancada na Câmara passa a ser do Partido Progressista (PP): Rominalda Fátima e Fábio Pereira, ambos ex-PSC; Avelino Cruz, antes no Avante e João Francisco, o Chiquinho, que deixou o PTC.

Adelson Fernandes estava no PROS; Antônio José, o Toninho Felipe, era do MDB e Francklin Meireles, que era do Avante, agora estão no Cidadania. Adiel Oliveira – antes PV, Sebastião Guedes, que saiu do PT e Vanderson da Autotrans, agora estão no PMN.

Assim como Jadson, Ademir Cláudio (ex–PROS) está no DEM. Tunico saiu do PCdoB para o Podemos; Cassinha Carvalho desfiliou-se do PSB e assinou sua ficha no PL.

Legislativo

Além de alguns que tentarão a reeleição, nomes conhecidos figuram dentre os possíveis pré-candidatos ao cargo de vereador. A ex-prefeita de Ipatinga, Cecília Ferramenta (PT), anuncia que vem para a disputa deste ano à Câmara Municipal.

Figura pública, o presidente da Associação dos Aposentados de Ipatinga (AAPI), Elias Caetano, também está na lista de possíveis pré-candidatos à CMI, assim como a ex-secretária municipal de Educação de Ipatinga no Governo Sebastião Quintão, Miguelita Neres. Além do ex-vereador pelo PT, Juarez Pires, agora no Podemos, e o ex-secretário de Segurança e Convivência Cidadã de Ipatinga (governo Cecília), Leonardo Miranda. Os ex-prefeitos João Magno (PT) e Robson Gomes igualmente são especulados como possíveis candidatos a vereador.

Wôlmer Ezquiel
Daniel Cristiano encaminha mais uma candidatura a prefeito de Ipatinga
Disputa pela prefeitura tem bastidores acirrados

Conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no período de 20 de julho a 5 de agosto, “é permitida a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e a escolher candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador”. Em Ipatinga, o prefeito é Nardyello Rocha (Cidadania), apesar de não haver anúncio formal a respeito, é naturalmente pré-candidato à reeleição.

Além de Jadson Heleno (Democratas), Gustavo Nunes (PSL) e Lene Teixeira (PT), as informações extraoficiais trazem ainda os nomes de Daniel Cristiano (PCB), Rosângela Reis (Podemos), Sávio Tarso (PV), Sebastião Quintão (MDB), Wanderson Gandra (Republicanos). Naturalmente muitas negociações irão ocorrer, principalmente pelo fato de não ter a coligação de majoritário com proporcional (chapas de vereadores ligadas coligadas com as de prefeito) e pela dificuldade natural de se arregimentar apoio e subsídios para custear as campanhas.

O presidente do PT, Antônio Raimundo, reforçou que o partido tem tido reuniões numa chamada frente democrática, que tem legendas como PCB, Psol, dentre outros e que irão definir qual o melhor nome para a disputa majoritária.

“Trabalhamos com pesquisas e vamos levar isso em consideração, quem tiver melhor perspectiva será o nome escolhido. A primeira coisa a se considerar é o melhor para a cidade, evidentemente. Queremos a volta da participação popular e dependendo do que a população alicerçar, esse será o candidato. Mas temos bons nomes, como Daniel Cristiano, João Magno, Lene e Robinson Ayres, dentre outros”, adiantou Antônio Raimundo.

O vice-presidente do MDB, Paulo Sérgio Julião, Zinho, informou à reportagem que Quintão está numa coligação, composta por PRB, MDB, PSC, DEM, PSDB, Patriota e Solidariedade. “É sim pré-candidato, à disposição da coligação, se decidirem nesse sentido, ele virá para a disputa”, destacou. Ele acrescenta nessa lista o nome de Elias Caetano, que também figura na lista de possíveis candidatos a vereador. Além dele, Zinho aponta Nilson Pereira, do Ipaminas (Patriota) e Wanderson Gandra (PRB), que poderiam concorrer a ser vice na chapa.

Sávio Tarso, antes PDT e agora no PV, destacou que faz parte de uma frente nacional, composta por PDT, Rede, PV e PSB, esses quatro partidos que darão suporte à candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República em 2022. “Continuamos aliados do PDT, mas sou pré-candidato a prefeito pelo PV. É uma nova orientação, mas dentro de uma estratégia nacional. Vamos replicar no município, abrir essa mesma frente com esses quatro partidos, para disputar a Prefeitura de Ipatinga”, vislumbrou.
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