Sindcomércio defende a reabertura das lojas

Entidade patronal argumenta que a suspensão das atividades comerciais já acumula “imensurável prejuízo financeiro”

Emmanuel Franco


Facundes garante que há condições de o comércio abrir as portas em consonância com as orientações da OMS

A exemplo do que está vigente em Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso – municípios que autorizaram a reabertura das empresas com algumas restrições –, o Sindcomércio Vale do Aço defende que o mesmo aconteça em Ipatinga e Timóteo. A entidade patronal argumenta que a suspensão das atividades comerciais já acumula “imensurável prejuízo financeiro”.

“Se não houver a retomada do funcionamento de forma racional e cooperada, tememos pelo pior: fechamento de centenas de lojas, alavancando o desemprego em nossa região a patamares jamais vistos. Então, os governos municipais que ainda não flexibilizaram seus decretos precisam agir com celeridade para que o caos não aumente”, diz o presidente do Sindcomércio, José Maria Facundes.

O dirigente patronal afirma que o retorno do comércio não vai negligenciar a saúde e o bem-estar dos empregados e de toda sociedade. “Com a adoção de cuidados pessoais, a manutenção da limpeza dos locais de trabalho e sendo respeitado o funcionamento restrito a uma pessoa a cada 4 metros quadrados, há plenas condições de abrirmos as portas em consonância com as orientações que têm sido dadas pela Organização Mundial de Saúde”, garante Facundes.

Representação

O Sindcomércio é o representante do comércio varejista e atacadista de bens e serviços no Vale do aço. É a entidade que tem o direito legal de firmar acordos, convenções coletivas e sub-rogar os empresários em demandas jurídicas e em todas aquelas que decidam sobre o funcionamento das lojas. “Conforme os últimos dados do Caged, 80% das empresas da região são do setor de comércio e prestação de serviços. Além das atividades essenciais, temos lojas funcionando de portas fechadas em sistema de entrega e cumprindo funções administrativas, o que tem feito circular pelas ruas mais de 50% dos comerciários. Assim, entendemos que é plenamente possível que todos os empregados retomem parcialmente as atividades, pois não há nenhuma justificativa para que as empresas fiquem fechadas”, reforça Facundes.

Proposta do Sindcomércio

Desde que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) forçou que houvesse mudanças no dia a dia das empresas, o sindicato tem defendido, junto às prefeituras das principais cidades da região, a continuidade de funcionamento de todas as lojas, com algumas adequações.

A entidade patronal lembra que, culturalmente, o comércio tende a ser o primeiro emprego das pessoas e, por consequência, a maioria dos comerciários é jovem e está fora do grupo de risco determinado pela Onu e pelo Ministério da Saúde. “Mais de 80% dos nossos colaboradores tem até 49 anos”, ressalta Facundes.

Jornada especial

A ideia, assim como tem ocorrido em Fabriciano, é que as empresas possam funcionar em jornada especial de seis horas diárias, de segunda a sábado, nos horários das 7h às 13h, e das 12h às 18h. “Para que as pessoas não sejam colocadas em risco, as lojas devem ser divididas por grupo econômico, evitando a aglomeração de pessoas nas ruas”, observa.
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Comentários

Jose 06 de abril, 2020 | 14:12
Trabalhar cm restrição sim vamos lá
Franklin José Araújo de Melo 06 de abril, 2020 | 12:53
Por favor mudem de opinião, pois cada morte após o comércio abrir será de suas responsabilidade.
Enquanto estamos todos unidos na quarentena, a responsabilidade é individual ou se restringe a sua família, mas a partir do momento que abrirem o comércio a responsabilidade de qualquer morte é do prefeito e de todos que o pressionaram para abrir o comércio.
Vocês são tão preocupados com ganhar dinheiro que não tem mais consciência?
Povo do Vale do Aço: Não saiam de casa, permaneça na quarentena. Se forem ameaçados ou mesmo mandados embora. É preferível pedir ajuda aos vizinhos, aos grupos espíritas, as igrejas, a qualquer um que esteja ajudando do que ir trabalhar e morrer para que os empresários continuem tendo lucros e não deixem de desfrutar de suas casas luxuosas, carros e passeios.
Angeli 05 de abril, 2020 | 07:06
Quanta ignorância! As pessoas precisão de trabalhar, e não são idiotas ao ponto de não se cuidar !! Apenas qrem seu ganha pão governadores e prefeitos!!
Maria Lenir 04 de abril, 2020 | 09:38
Esse momento é ímpar em nossas vidas pq a última pandemia foi a gripe espanhola no período de janeiro de 1918 a 1920, poucas pessoas ainda existe. Se ou esse consciência dos empresários e empregados,e o povo não teria problemas,mas não é bem assim pq a maioria dos donos do comércio não oferecem as mínimas condições humanas pra seus empregados, pq muitos fazem suas refeições nós banheiros pq não tem onde sentar,estes seriam um agente transmissor pq usam o transporte coletivo não usam máscara nós ônibus.Hoje todos estamos sujetos a pegar o vírus sejam crianças ,jovens e adultos porém o risco é menor. O idoso é mais vunerável e dificilmente eles moram sozinhos portanto com o comércio não teremos com controlar essa pandomia,Com o comércio fechado haverá percas financeira sim mas salvaremos vidas, quando diz que terá desemprego já tinha com a morte em massa de pessoas eles teriam ainda maior perca financeira pq os idosos são os que mais gastam.
Cassia A?buquerque 04 de abril, 2020 | 07:40
Deixe abrir, mas assinem as responsabilidades, não usem os respiradores. Estão construindo até um hospital de campanha aqui no municipio, não é a toa. Tem muita gente desinformada que vai no comércio. Pior que são os mais humildes. Eu não vou. Óntem o ministro da saúde continuou o pedindo o isolamento social. Não sabemos a realidade dos casos na região.
Gumercindo Indo 02 de abril, 2020 | 22:59
Deixa abrir, quero ver quem vai comprar. Bom que os lojistas terão ainda mais gastos, com energia e água, e nenhuma fonte de receita.
Wallace Garcia 02 de abril, 2020 | 16:11
Deixe o povo trabalhar sr.prefeito !

Caso contrário a quebradeira de empresas e o desemprego na região vai cair por completo em suas costas !
Joaso Silva 02 de abril, 2020 | 16:10
É isso ai. Salve as lojas, mate o povo!

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