A importância dos princípios para a formação do caráter e da sociedade

Wanderson Monteiro *

A falta de princípios mostrada por algumas pessoas tem tido enorme peso para as mudanças que vêm ocorrendo em nossa sociedade. Princípios são o conjunto de valores morais que temos e usamos como baliza para nossas decisões, a base que usamos como parâmetro em nossas ações, que guiam nossa visão de mundo, que influenciam nossos julgamentos e maneira de pensar, que nos guia e orienta nossa vida.

Princípios são, basicamente, aquilo que nos dirá o que é certo ou errado, de acordo com a nossa formação pessoal, com o que aprendemos como atitudes aceitáveis, ou não, com os parâmetros estipulados pela sociedade e/ou, principalmente, pela nossa própria consciência.

Como as regras e parâmetros de convívio em sociedade têm a tendência de mudar de acordo com a vontade de alguns, ditando o que é certo ou errado, de acordo com certos tipos de situações e dificuldades, aqueles que têm princípios morais individuais fracos tendem a seguir a correnteza de imoralidade que se instaura com esse estado de princípios voláteis. Princípios individuais bem estabelecidos nos ancoram e impedem que sejamos levados pela correnteza.

Tomo como princípios aquilo que não muda, e nem pode mudar, diante de diferentes situações. Princípio é aquilo do qual não se deve abrir mão, linhas delineadoras que têm a função de mostrar o que pode ou não ser feito, e aceito como correto. No âmbito individual, os princípios terão a função de delinear o nosso caráter, que é demonstrado por nossas intenções e ações (provenientes dessas intenções), delineadas por nossos princípios morais, refletido pela moralidade.

Uma pessoa sem limites prévios estabelecidos e fixados por seus princípios morais, éticos e/ou religiosos, entre outros, que têm grande influência na formação de princípios individuais, muito provavelmente terá problemas de caráter e também enfrentará problemas com os grupos de regras que venham a limitar sua “liberdade”, gerada por sua falta de princípios e, consequentemente, falta de disciplina. É necessário que venhamos a aprender a diferença entre liberdade e libertinagem, pois a má compreensão destes dois termos pode levar a sociedade por caminhos tenebrosos.

* Bacharel em Teologia pelo Instituto Cristão de Pesquisas (ICP). São Sebastião do Anta (MG). dudu.slimpac2017@hotmail.com.
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Comentários

Tião Aranha 05 de abril, 2020 | 11:48
O mais difícil para cada pessoa é unir o discurso bonito, com a difícil prática atual da realidade. O ser humano é um ser bastante limitado; assim, deve enfatizar a Teologia ao procurar entender os mistérios de Deus. São Tomás de Aquino e Santo Agostinho vão até mais além. Afinal, todos querem relacionar com pessoas iluminadas que vivem o presente, mas que têm os seus pés plantados firmemente na Eternidade.
Sebastião Fernandes da Costa 03 de abril, 2020 | 09:07
Parabéns wanderson Monteiro,pelo seu artigo! É de pessoas sensatas como você que precisamos em nossos jornalismos.

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